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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

17
Mai18

Mar azul

Sara Oriana

Vivo num mar azul, meio que afogada
Nem sem de quê nem sem porquê
A vida não me faz nada

Quero gritar, mas não tenho palavras
Apenas me saem gritos e lágrimas
Não sei de onde nem porquê

E talvez esta seja a primeira vez
Que tudo sinto em ter alma
E nada sai apenas escassez

Mal de mim que vivo atormentada
Nem sei porquê, acho que é nada

12
Nov17

O teu olhar

Sara Oriana

Apenas vejo um vazio,
uma pena, um politicamente correcto
Apenas vejo o que explodiu
O que deixou de ser perfeito

Sinto-me como se a sombra de alguém
Como alguém que nunca conheces-te
Deslizas pelo mundo e eu gostava também
De ter o teu deslizar, o teu caminhar
Ou que me dissesses que não esqueces-te

Mas quanto mais olho, menos vejo
Quanto mais sinto, menos reconheço
E digo que nada faz sentido, que não pode ser
Mas apenas te oiço a dizer para te esquecer

Mas como posso, como posso
Como posso eu caminhar sem perceber
Como tanto se tornou em tão pouco
Como tanto amor simplesmente deixou de ser

E tento-me repetir todas as imperfeições
Tento-me convencer que é melhor assim
Mas o meu coração não esquece as tuas feições
E que não consigo reconhecer o fim

Os meus sonhos traem-me com mundos paralelos
Em que tudo se resolve, foi tudo uma brincadeira
Então acordo e percebo que vivo nos pesadelos
E tu ai ficas imponente, sem sinal de choradeira

E eu alimento uma vazia esperança
Depois olho-te e cai tudo na desgraça

 

12
Out17

Aquele tipo de pessoas

Sara Oriana

Gostava que nós fossemos aquele tipo de pessoas

Aquele que não consegue deixar de se falar

Depois de tudo cair, depois de tudo falhar

Aquele tipo que ás vezes desliza do nada

Aqueles que acham que é tudo uma estrada

 

Gostava que fossemos menos correctos

Que por vezes fizessemos coisas perdidos

Nos perdessemos por vezes no mundo

E no dia seguinte tivessemos o arrependimento

 

Nós não somos assim mas gostava, 

Gostava de te poder ver e poder falar

Sem que nos prendesse nada

Todas as palavras que não se dizem, do amar

Todas as coisas que deixamos ficar

Gostava que fossemos aquele tipo de pessoas

As quais diziamos não perceber

Que tudo faziam, maguando-se

E nos questionavamo-nos para quê assim ser

 

 

 

26
Mar10

sonho/pesadelo

Sara Oriana

Sou tão feliz quanto poderia ser triste

E de tão feliz, que esta me esconde e mente

Sou todos os dias anestesiada por esse amor

E esse amor mente-me e diz, acabou-se a dor

 

Mas eu, bem no fundo, sei que não

Sei que nas noites mais negras e escuras

Quando a paixão se acalma, e vem a solidão

Assombrar-me-ão essas dores esquecidas

 

Não haverá lagrimas, não haverá gemidos

Somente a ausência de luz e o silencio

Adormecerei então embalada pelos pesadelos

 

Acordarei mais tarde, de novo para um sonho

Beijar-me-às a testa e a boca, voltará a paixão

Serei então eu, feliz, levando a mim e a ti pela mão

24
Mai09

Sombras

Sara Oriana

As sombras da casa caiem sobre mim

Desabrocham por todos os cantos

E eu? Eu vou chorando por fim

Sussurram coisas doces, encantos

Falam-me da beleza do passado

E o meu coração dói ao ficar apertado

 

Jorra-me um rio de lágrimas

Jorra-me um sem fim de tristezas

E elas continuam a nascer

Como flores pelos cantos,

Tornando ainda mais difícil te esquecer

Flores negras, relembrando-me de momentos

Amaldiçoadas, envolvem-me no breu

Com uma bela canção acerca do que foi meu

 

A dor alastra-se e eu tremo, soluço, encolho-me

Berro sofrida, escondo-me e abraço-me

Agarro o peito como que alvejada

Mas não o fui não está lá nada

Depois acabo por sossegar, conformada

Relembrando-me que apesar de tudo fui amada

11
Mai09

Pedra

Sara Oriana

Sou uma pedra, dura e gasta

Oca, tão completamente oca

E não há nada que me quebre que me parta

E vou pela raiva, ficando louca.

 

Já nem olho nada, não acredito em nada

Sou o físico do meu ser, sou a raiva que me consome

Aquela que fui foi para sempre levada

E eu sou o momento depois da morte

 

Cortaram-me as asas, colaram-me ao chão

Perdi aquilo com que sonhava

E hoje nem tenho coração

 

Idolatro aquela que em mim chorava

Porque enquanto chorava, vivia

Porque enquanto amava, ainda mais sorria

25
Abr09

Se pudesse viver de lembranças

Sara Oriana

Se pudesse viver de lembranças vivia,

Perdia-me na minha mente, em mim

Apenas vivendo os doces momentos

Momentos esses em que existia...

 

Agora sou uma cascata sem fim,

Um fundo poço de tormentos

Castigando-me e lamentando-me assim

Lambendo todos os meus ferimentos

 

Mas dia após dia nada melhora

Desde o alvorecer ao entardecer

Sonho sem sonhar e vivo sem viver

 

Vou apodrecendo, não há nada, e tudo piora

Vou vivendo, esperando a minha melhora

Mas sem me iludir, porque disto não vou morrer

 

27
Mar09

Nestes momentos

Sara Oriana

Nestes momentos em que o nó na garganta aperta

O mundo, por muito brilhante, nos parece cinzento,

Quando a dor que sentimos, a cada momento nos esgota

Quando nos olhamos ao espelho e não vemos ninguém

Quando queremos que tudo á nossa volta partilhe o nosso sofrimento

Querendo destruir, aniquilar tudo, só para que nos sintamos bem,

 

E as lágrimas prendem, porque não querem sair

Ou porque não queremos que elas saiam,

Arrumamos tudo aquilo que queremos ver a cair

Só para dizermos a ninguém que estamos bem

E apenas rezamos para que com tudo não percamos a razão

 

Qual razão, nunca se sabe, apenas que não queremos piorar

Sabendo que é apenas o inicio, que nada vai melhorar

Vamo-nos atirar para o abismo e queremos permanecer calmos

Porque bem no fundo sabemos que não há outra opção

Sabemos que é necessário morrer para renascer

Mas nós nem preparados estamos...

Desesperamos perante qualquer conformação

È demasiado cedo para perder, tentamo-nos convencer

 

Mas nada, não há um único sinal que nos diga o contrário

E choramos, desesperamos, rastejamos, porque não queremos andar

Queremos esperar que nos venham salvar

Mas nada há para além de um grande abismo, estamos no silencio

Não há vento, apenas erva morta, devastação desastre

Somos uma humana catástrofe,

 

E depois? Depois vem a revolta... Queremos destruir

Destruir as ervas e os troncos mortos, o ar que não se mexe

A tristeza que nos está por dentro, tudo vale, para o abismo não ir

Perguntamos ao céu mil vezes o porquê, nada responde

Começamos a destruir-nos a nós, nada há para além disso

Apenas queremos aliviar a dor, e para isso fazemos tudo o que for preciso

Imploramos, rastejamos, choramos o que somos, o que não somos

E no fim, depois de tanto esforço, sabemos que estamos perdidos...

 

 

 

08
Jun08

Caminho

Sara Oriana

Cá ando, dia após dia, noite após noite

Vivendo um mar de emoções,

Cansada do que foi perder-te

Talvez já não há choros,

Secam-me as lágrimas aos poucos

 

Mas procuro-te todos os dias

Vejo-te mil vezes mais

Pergunto-me o que dizer querias

Invento momentos inrreais,

Imagino, o que não pode ser...

 

E no fim... no fim não há nada

Por muito que espere, não te vejo

Por muito que desespere, não tenho o que desejo

Peço, imploro aos céus, só um olhar só mais um

 

Nada, e assim pereço

Não me riu da mesma maneira,

Não sou nada do que era

Perco-me mil vezes, para voltar a ser eu

Mas de cada vez sou menos,

Os outros perco-os aos poucos

Cada vez tou mais preocupada

E cada vez mais perdida...

 

Ninguém me pode ajudar

E eu, sinto-me fraquejar...

 

E cá caminho, sem vontade de caminhar

Com a minha cabeça a pregar-me partidas

A tentar estancar as minhas feridas,

Apenas para poder voltar a viver, voltar a sonhar...

 

 

 

03
Jun08

Calmaria

Sara Oriana

Cá me afundo, afundo em mim mesma,

Afundo-me na minha vida, que me dá tudo

E como em tantas outras, tira de seguida...

 

As rimas não existem,

Porque me parecem ridiculas neste momento

Estou calma, tão calma que me deixo arrastar no velório que é meu

Não existe mais nada, a não ser eu, eu e a minha melancolia.

 

Não choro, estou demasiado calma para isso, mas desvaneço

E quero-me puxar para cima, mas no fundo quero ir

Quero partir para nunca mais voltar...

Seria tudo tão mais facil, esquecer o mundo, esquecer-te a ti

 

De qualquer das formas ninguém repara...

Tenho que implorar por alguém que me oiça,

Porque sou forte, porque sou sempre forte,

E ninguém vê uma pessoa forte mal,

É como ver que mesmo para Aquelas pessoas,

O mundo não sorri, e a esperança vai-se...

 

E eu que sou a esperança dos outros?

A quem recorro para me dar esperança?

A mim... A ninguém

 

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