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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

23
Mai09

Apatia

Sara Oriana

Somente o silencio me acompanha

Como uma paz sem o ser

Não só a alegria me estranha

Mas a tristeza já não tem porque aparecer

E o silencio acompanha-me

A par com o meu vazio, compreende-me

E eu, eu caminho apática

 

Mil e uma pessoas, mil e uma aventuras

E eu não quero nada, somente o silencio

Caminhar por mil e um caminhos, pequenas ruas

E na pele sentir o calor e o frio

Fazer tudo, atingir a sobrenatural calma

No entanto nada me olha, nada me chama

E eu, eu caminho apática

 

Os sonhos deixaram de existir

Mas não lhes sinto a falta

Agora caminho observando, sem nada sentir

Mas não necessito, nem disto fico farta

Sou somente o que era suposto ser

E até ao dia que morrer

Eu, eu caminho apática

22
Mar09

Palavras doces da saudade

Sara Oriana

Em mim, as tuas palavras são como mel,

Brilhantes e doces gotas que me aquecem,

Quando tudo o resto é um começo de vida,

Tu és a minha vida toda, e a outra parte de minha alma

 

Parece que já lá foi uma eternidade contigo

Mas, no entanto, continua a cede de te ter por outra maior

Por vezes a saudade aperta, por não te ter aqui comigo

Sim, tu, minha alma, não me canso de te dizer o quanto te amo

E até isso parece pequeno, tão pequeno ao pé do que sinto

 

E por muito longe, por muito além que estejas,

Não há nada que não sinta a tua falta,

Se não for  a musica, é o silencio,

Se não forem os paços, é a sua ausência,

Se não for o estalo da madeira, é a sua inércia,

Se não for a tua marca num copo, é o seu brilho,

Se não for a luz que entra pela janela, é a escuridão

Se não for o pingar de uma torneira, é a chuva lá fora

Se não for o caos, é a ordem a mais...

 

Esta tua ausência, é tão maldita e bendita

Tanto pela saudade, quanto pela sua percepção

Tanto pelo amor, como pelo sentimento de ser tão real

Que de uma solitária rapariga, se fez alguém que acredita

Do meu coração de pedra, se fez algodão,

Do meu mundo feliz, um triste ideal

 

Pois nada, nem a imaginação mais inventiva

Consegue chegar ao que é tocar-te

Nem o ideal mais perfeito

Consegue chegar ao que é beijar-te

Nem a pura felicidade

Alguma vez o sobe, nem chegará jamais a saber.

 

 

18
Ago08

Há dias...

Sara Oriana

Há dias que o mundo nos foge das mãos...

E não é que ele nos fuja mesmo,

Nós e que nos perdemos por entre tantos senãos...

E mesmo que tentemos ver tudo como é... óptimo...

Mesmo que tentemos virar tudo ao contrário

Esquecer tudo o que é assim precário

 

Nada acontece, e sabe-se lá porquê por dentro não há nada

E esse nada que nos corrói, que nos faz sentir o âmago da solidão

Apenas porque tudo esta longe, e a nossa alma sente-se abandonada

Mas sem razões para isso, porque não o foi não,

Mas mesmo assim... mesmo assim nos dói por dentro

E essa saudade, a que eu me julgava imune, foi o que me trouxe o vento...

 

E por muito que as lembranças pudessem acalmar-me

Agora quase que se escapam, como fumo por entre o vento

E eu cada vez vejo o quão difícil e o quão heróico é aguentar-me

E cada vez quero mais fugir de tudo o que me rodeia, refugiar-me no que sinto

Nas pequenas enormes peculiaridades da minha mente

Essa que costuma dar-me tudo, e muito mais do que aparentemente

 

Mas nestes momentos, nem a minha mente, nem a vontade me salvam

E como não há mais nada, começo a perder-me na minha bola de vidro

No mundo que me salvava, que agora me consome, a saudade, a solidão 

E poderia implorar que me salvasses de tudo isso, conseguirias limpar-me por dentro

Mas o medo de lágrimas infrutíferas, de te talvez mostra mais do que alguma vez mostrei

Tira-me a coragem necessária para pedir ajuda, mas será sempre o que hoje pensei

 

E por isso não e preciso dizer nada, apenas que estou arreliada

Sei que farias o que te pedisse, acredita não e possível sentir-me mais amada

Mas por vezes a saudade corrói-me de uma forma que eu nunca calculei

E outras sou bem mais, e sinto bem mais do que alguma vez esperei...

21
Jan08

A pintura de minha alma

Sara Oriana
A minha alma é mero esboço
Linhas do que fui, bases do que ei de ser
Mas uma coisa eu sei, que colorida ei de ser
Mais do que sou e do que alguma vez fui
Sou pintura de um grande artista
Mas não me confinarei a museus,
Não sou para ser espreitada
Tenho horror  a ser analisada
Não não... jámais farei parte de museu
Serei sim quadro de colecção privada,
Mas sem dono, nem que fique no abandono
Como se pernas tivesse e anda-se por onde quizesse

E que cores terei... cores mais belas que a própria cor
Luminosas e vivas, carregadas de força e vivacidade
Cores que por onde passarem, deixarão saudade
Mas serei tão abstrata,
Que quem me olhar de perto, mais confuso ficará
Mais fascinado e maravilhado
Oh... mas um quadro jamais será amado
Belo mas mais nada que decoração de parede
Mas que destino terá então
Este pobre que já nem têm coração...
10
Nov07

Tempo

Sara Oriana
Nunca desejei tanto que o tempo para-se
Nunca pensei que este me atormenta-se

Os momentos escoam-me da mão
Quero abraçar-te,
Quero beijar-te
Acalmar o meu coração
Mas quando dou por mim
Já em pó te transformas-te
E esperando, fico aqui
Debaixo da minha tempestade

Só tu me das guarida
Só tu acalmas esta alma atormentada
Com o teu abraço acolhedor
Que me afasta qualquer possibilidade de dor

Então o vento volta a levar-te
O tempo arranca-te dos meus braços
E eu fico num mar de sargaços
Condenada a esperar-te
Atormentada por fantamas
Sonhando contigo apenas

Só assim sei o quão te adoro
Ao não te ter, enquanto te espero
Só Deus sabe a falta que me fazes
Vendo a espera do abraço que me trazes...
08
Nov07

A perfeição

Sara Oriana
Mas que pacifidade tão singela
Eu estou tão bem, tão contente
A vida parece-me tão bela
E eu cá ando, sorridente

Entre nós, não há belas palavras
Pois essas até o mentecapto as diz
A mim, apenas um sorriso me deixa feliz
Porque delas, só ouvi mentiras
E o teu sorriso, é tão simples e sincero
Que me acalma todo o desespero

Digo-te mais, promesas não as perciso
Não as quero, também já ouvi muitas
E no amor nada e preciso
Essas seriam mais fiaveis se custassem alguma coisa

E apelidos carinhosos
Esses são tão pretenciosos
Por algum motivo me deram nome!

E vamos a ver, nós não dizemos nada
Falamos, claro que falamos
Mas como amigos que sempre fomos
E a tua mão suave e calejada
Dá-me todo o carinho
Quando me toca a face de mansinho
Me agarra as mãos protectoramente
E as aperta suavemente

Conteplas-me e sorris
Enlaças-me num olhar
Eu perco-me num pestanejar
E tenho tudo o que sempre quis

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