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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

06
Mai08

Há dias...

Sara Oriana

Há dias que odeio cada palavra,

Há dias que odeio cada gota de água.

Há dias... há dias que apenas existe mágoa...

 

Nestes dias odeio os meus poemas,

Nestes dias, nem existo

Sou uma sombra envolta nas brumas...

 

E não digo nada

Por muito que queira gritar

Não faço nada,

Por muito que queira chorar

 

Fecho os olhos e fico no meu silencio

Há espera que me surja uma solução

Também porque de ver já estou farta

Também porque me doi o coração

Também porque ...sim...

 

E quero ter esperança, ver a saida

Mas... Não há... e volto a estár perdida...

 

03
Dez06

A mentira

Sara Oriana

Mais uma vez aqui estou

Caida no meu canto

Recordo tudo o que passou

E quebro todo o encanto

Deste feitiço que fiz

E que me tomou e controlou

E assim apenas digo o que este diz

Este terrivel encanto que me abraçou

Estou farta de tanto falar

De tanto sonhar

De tanto viver

E no entanto, tanto sofrer

Já me julguei um anjo caido

Mas apenas quando vi o que tinha perdido

Tive consciencia de que sou

Apenas uma folha que o vento levou

Não o proprio vento, como em tempos disse

Ajudando quem me pedisse

Dando sem nunca pedir de volta

Sem nenhuma sombra de revolta

Agora aqui estou

Sem me conseguir sequer ajudar a mim mesma

Tentando limpar

As marcas que o tempo deixou

Sou apenas a restia de uma bela pluma

Que não foi feita para voar

Mas para simplesmente enfeitar

Um belo chapéu de condessa

E mesmo essa coitada

Já morreu na decada passada

E a pluma assim continua

já corruida pelas traças

E vitima de todas as desgraças

Estou viva eu sei

Mas como poderei

Olhar um espelho quebrado

Que me assombra com o passado

E com o meu coração

Há já algum tempo entarrado?

Esse, pobre coitado

Morreu de tanto sangrar

E de tanto amar...

 

E assim vivo uma mentira

Dizendo que tudo ultrapassei

Que tenho muito mais do que alguma vez pedira

E no entanto, estou incompleta

 

Enterrei o meu coração

E por pouco não estou também morta

Mas longe disso não fiquei

Tudo pelo sofrimento, e pela mentira que furgei

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