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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

01
Out09

O virar da página

Sara Oriana

Dispo-me por fim de toda esta amargura

De todo este amor sem doçura,

Hoje vejo, hoje sei, que um dia te amei

Mas hoje não, não mais, viro a página por fim

 

Não a viro com ódio, não a viro com despeito

Não a viro também com felicidade, viro-a sim

com o mais profundo respeito

 

Porque sei que no fundo, és parte de mim

Pois há paixões que duram pouco ou nada

Outras que corroem, parecendo a vitima condenada

E por fim, as mais fortes, aquelas que podem ser

Que podem durar, mas por algum motivo,

Acabamos por as perder.

Essas duram enquanto o ser for vivo

 

A forma como nos tocam, como nos afastam de nós

Da nossa razão, fazendo tudo em prole do outro

Fazem-nos perceber tanto acerca do que somos

Que quando passa a amargura, somos um espectro

Do que um dia fomos, para que possamos crescer

 

Esses ensinamentos levamos connosco,

jamais os iremos esquecer

São nos gravados na pele, com admiração, e com amor

Limpam-nos por dentro, e por fim, nascemos de novo

 

Ou nascemos enfim, abrimos os olhos finalmente

E damos valor ás grandes e pequenas coisas

Aprendemos que o tempo e escasso, que a juventude mente

E que somente se tivermos outra paixão

Uma terrível paixão por nós, e pelas pequenas coisas esquecidas

Viveremos em paz, e podemos voltar a abrir o coração

 

Hoje não te amo, mas guardo-te, e assim ficarás comigo

Como alguém que eu profundamente admiro, que apesar da magoa

Jamais esquecerei, porque também é meu amigo

Hoje sei, por fim, já não haverá por ti mais nenhuma lágrima

10
Ago09

Etérea

Sara Oriana

Sonho, sonho com tantas coisas,

Deixo as desvanecerem-se a minha volta

Quero vive-las a todas

Mas quando aparecem as que realmente quero

Hesito e deixo-as ir, tonta...

E sento-me, lamento-me e espero

 

Sinto-me perdida no meu próprio espaço

Queria sair daqui por um pouco,

Queria poder afastar-me dele só por um pedaço

Mas ele envolve-me e acompanha-me, e tudo perco

Bola de ar que torna o meu mundo lento

E cá vai mais um lamento

 

Mas eu espero, espero por outra oportunidade

Outra oportunidade de sair daqui

Uma para poder viver. Prende-me, esta tamanha liberdade

A minha vida acalma até ao âmago, e não há nada aqui

Sou consumida pelo meu mundo, consumida por mim

Eu não preciso de paz, mas intensas complicações até ao fim.

02
Dez07

Paz sombria

Sara Oriana
Oh.. La estou eu de volta á minha areia
Ao meu sol quente e seco
Tão pacifico que até chateia
Deixando as ideias seguir
Matando as que me querem afligir

Sem um jardim, uma flor
Uma brisa abençoada
Com aquele cheiro e sabor
De uma criança embalada

Chamo pelos meus anjos, estou sozinha
Chamo-os calmamente, sinto-me pequenina
Uma espada na mão, um caminho incerto
Pelo menos tenho os pés no chão
E não estou perdida no deserto

Areia... qual areia e qual deserto
Um campo de batalha sim, é mais que certo
Estendida, ligeiramente ferida, mas não perdida
As nuvens vão desaparecendo
O sol raia, sem alegria, banha-me de paz
Esse anjo que agora é meu capataz
E assim a minha condição vou esquecendo

Qual capataz?! Qual anjo?!
É o sol, e sol é apenas isso
Um astro,  sem um unico desejo
Eu é que o faço trazer-me paz
Eu é que o transformo em alegria
Ou neste caso paz sombria

Porque em campo de batalha não reina alegria
Porque ele é o decadentismo da humanidade
É o podre, o mau, a morte
Só deixa sofrimento e saudade

Mas para mim, paz apenas
Sei la, sei apreciar coisas pequenas
Como o vento o sol a brisa
Mas não quero pensar
Quero olhar e ficar assim
Sem morrer, sem matar
Quero apreciar o começo do fim

E sem morrer, em pedra me transformo
Me uno á terra, sou parte dela
Humanidade? Não faço mais parte de decadentismo
A paz almejo, e a tenho, sombria mas abençoada
Não estou morta e não sou completamente pedra
Porque sinto a paz tão almejada
Não sou completamente humana
Pois não sinto mais nada

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