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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

17
Nov12

Coração itinerante

Sara Oriana

Porque gosto eu tanto de filmes tristes

Ou mesmo de romances?

De amores terríveis e belos

De pedaços de vida, de retalhos?

 

Porque amo eu histórias perdidas?

Amores que nunca irão durar?

Porque dou eu tudo por coisas

Que mais tarde ou mais cedo vou deixar?

 

A minha procura incessante,

Pela história, aquela que vou repetir

Que vezes sem conta irei repetir...

Coração itinerante, este o meu

 

Nunca se cansa nem irá cansar

Vive tanto de rir quanto de chorar

E no fim será para sempre o único

Que me ira beijar boa noite

E acompanhar-me até à morte

 

13
Mai08

Loucura ou Sensatez

Sara Oriana

Loucura e sensatez...

Quão tenue a distância,

Tão tenue... que estupidez....

Tenho tudo e com isso quero acabar

Porquê? Sensatez.... Sapiencia...

 

Não, nem tanto, quem quero enganar?

Loucura, acto insano, sofrimento demais

Vou instaurar uma dor ainda maior

Mas quero ar

Agora quero respirar fundo...

Destruir o meu mundo...

Porque se não o destruir,

morro porque já cá não estou...

De cabeça quero cair,

Quero sentir quem sou...

 

Digam que é loucura, porque o é

De sensato tem tão pouco,

Mas hoje arriscarei...

Amanha tudo serei...

Mas estarei morta!

18
Jan08

Moribunda

Sara Oriana
Sinto o coração apertado...
Parece que me tiraram tudo
Cada momento me sinto mais sozinha
Cada momento mais pequenina
Choro sem chorar
As lágrimas que teimão em ficar
Se de cupido não morri
Morro agora de amizade ferida
Já não basta o que já sofri
Agora sinto-me desamparada e perdida...

Continuo a lutar, mas mortalmente ferida
Eu sei que tenho gente á minha volta
Mas é cega esta alma sofrida
Rápido passarei de moribunda a morta...

Apenas sinto que meu exercito desertou
E eu mais nada sou

Meus anjos, que me vêm buscar
Contem-me histórias de grandes guerreiras
Cantem-me odes antes da morte me levar
Apenas quero ouvir coisas boas

No campo de batalha jazo moribunda
O sangue sai por todos os lados
Estou ferida nas costas de facada
E de frente por investida
Mas pior que isso, é a minha alma aos bocados
E pensar que um dia me julguei fadada...

Calem-se agora! Porra!
Estou farta de ser desgraçada!
Se tiver que morrer, que morra!
Mas de pé e com a mão na espada!

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