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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

22
Mar08

Cega luta

Sara Oriana

Encontro-me sem saber para onde olhar,

Sabendo de antemão que tenho de lutar

O pior é que nem sei contra quê....

 

A minha determinação, espada leal

Desfaz-se na minha mão,

A minha segurança, escudo colosal

É levada pelo vento

E tu feres-me letalmente o coração

Cegamente...

 

Sinto-me impotente contra o mundo

E sento-me e faço a maior birra

 

Quero-te aqui, por um pouco

Que me abraces e leves para longe

Longe da tormenta que me consome

Que me consome não, que me devora

Que rasga tudo o que é pele e osso

Porque me recuso a voltar ao fundo do poço

 

E tu estás ai... porque olhas para longe? Eu estou aqui!

Estou a teu lado e vejo-te tão distante

Com mil e uma preocupações, e eu, apenas olho para ti...

Sempre há espera do meu momento, um instante

Rezando para que me voltes a ver

Porque, para esse outro mundo, não te quero perder...

18
Jan08

Moribunda

Sara Oriana
Sinto o coração apertado...
Parece que me tiraram tudo
Cada momento me sinto mais sozinha
Cada momento mais pequenina
Choro sem chorar
As lágrimas que teimão em ficar
Se de cupido não morri
Morro agora de amizade ferida
Já não basta o que já sofri
Agora sinto-me desamparada e perdida...

Continuo a lutar, mas mortalmente ferida
Eu sei que tenho gente á minha volta
Mas é cega esta alma sofrida
Rápido passarei de moribunda a morta...

Apenas sinto que meu exercito desertou
E eu mais nada sou

Meus anjos, que me vêm buscar
Contem-me histórias de grandes guerreiras
Cantem-me odes antes da morte me levar
Apenas quero ouvir coisas boas

No campo de batalha jazo moribunda
O sangue sai por todos os lados
Estou ferida nas costas de facada
E de frente por investida
Mas pior que isso, é a minha alma aos bocados
E pensar que um dia me julguei fadada...

Calem-se agora! Porra!
Estou farta de ser desgraçada!
Se tiver que morrer, que morra!
Mas de pé e com a mão na espada!
10
Jan08

A Besta

Sara Oriana
Meu Deus... Sinto uma força colosal
Tenho uma besta em mim a despertar
Por favor ajudem-me, isto é fatal
De tanto segura-la, começo a lacrimejar

Por favor, eu apenas quero voltar a mim
Eu não quero que acabe assim

Ajudem-me, por favor
Isto de tanto ódio já é dor
Ou nem seu se a dor é que já é ódio
Mas estou presa por um fiu

Caio, em mim, não me quero perder
E no fim acabarei por o fazer

Não me quero conformar!
Isso não pode acontecer!
A unica coisa que ela fará será matar
E eu não quero morrer!

07
Dez07

Luta e dor

Sara Oriana
Dor, uma dor percistente toma conta de mim
Estou viva?
Não sei, parece que a minha força está no fim
Estarei perdida?

Não! não, não o permito!
Sou muito mais forte que isto!

O meu mundo está tão tempestuoso
Não tenho uma árvore onde me esconder
E isto tão chuvoso
Quem me dera que a chuva basta-se para te esquecer
Mas não, quero me sentar, quero descansar
Mas a dor continua a assolar-me
E eu começo a fraquejar

Não, não pode ser! Eu aguento-me!

Serei forte?
Ao que me condenou a sorte...
Alguém me ajude, perciso de ajuda
Mas no meu mundo não há ninguém
E mesmo que ouvesse, eu estou muda

Rezo aos anjos, e a sorte
Eles nada podem fazer
Vale-me o meu coração forte
mas eu não quero mais sofrer...
24
Set07

Batalha

Sara Oriana

Mais uma vez me encontro sozinha

Mais uma vez tenho um exercito para vencer

Mas ninguém me há de derrotar, por mais pequenina

Pois agora a unica coisa que tenho a perder

É aquilo que jamais deixarei perecer

 

Que me zombem as carcaças

Essas que eu deixei apodrecer

Pois alcançaram a paz por entre muitas desgraças

E eu aqui estou a sangrar e a sofrer

 

Mas não se enganem, pois é necessario lutar para vencer

E não existe sequer opção de vir a morrer

Por isso que me saiam as tripas, meus caros

Porque para me matar será necessário muito mais

 

Agora, para mim, já não existe dor demais

Agora, apenas meros maus bocados

Pois sou bem melhor do que qualquer parvoeira sentimental

Que ridiculo, julgar-me caida por algo que me correu mal

 

E logo eu, que ainda ei de bater mais vezes com os cornos no chão

Quero lá saber, agora nem sei se tenho coração

E a verdade é que nem me interessa

Quero mais é que ele se desvaneça!

 

 

 

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