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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

28
Mai08

Ermo do Abismo

Sara Oriana

Tenho uma enchorrada em mim,

Palavras que se querem soltar

Porcaria que se quer desprender por fim

Mas que nunca sai, nunca....

 

Estou no ermo da minha propria sanidade

Por isso se perder o sentido do que digo,

Nada de novo, nenhuma novidade,

Já não me importo, sou menos que mendigo,

Porque a dádiva de saber pedir, a humildade precisa

Nunca a tive, e estou completamente perdida...

 

E de desespero peço a anjos que não estão lá,

Peço às pedras que me agarrem, à água que não me leve

Às estáticas árvores que me prendam com as suas raizes

Mas nada acontece, e a minha sanidade fica tão breve,

Como a vida nos faz isto sendo nós meros aprendizes?

 

Choro... Choro tanto, por mim, apenas por pena

Pena do que sou, do que sinto, do que penso e não penso,

Do que poderia ser mas não sou, pobre menina...

A vida é um tedio... Tédio?! Como pude dizer isso!!!

Estou tão cansada...sinto-me destroçada...perdida... quero descanço!!

 

Mas não...descanço?! Descanço é para os inválidos!

Porque esses já têm problemas que cheguem...

No fim ninguém tem paz. é mera utopia...

Não vá... é passageira... para depois ficarmos doidos!

Não há doença para tanta gente, nem nome, mas esperem...

É igual para todos... vá depressões para toda a gente! Que alegria!

 

E cá ando eu num mundo de doidos, em que ninguém o pode ser

Porque se o for...ai ai!... hospício com ele, que só cá queremos gente sana

Cleopatras, Hitlers e Napoleões, já nos bastou um de cada,

Gente que se tenta matar, pobres coitadinhos, vá comprimidos para cima,

Pode ser que não morra da doença, morra da cura...

 

E calma... as vezes o hospicio pode ser realmente a cura,

Pois lá eles são loucos, e de loucos para loucos, o mundo é sano...

Agora aqui? Aqui é catastrófico, e estranho....

 

E eles dentro da sua loucura são felizes,

E nós? Que não somos, e que nos iludimos todos os dias?

Criamos laços,... raízes...

Temos tudo, mas no fim não temos nada...

Vai-se tudo numa rajada...

 

13
Mai08

Loucura ou Sensatez

Sara Oriana

Loucura e sensatez...

Quão tenue a distância,

Tão tenue... que estupidez....

Tenho tudo e com isso quero acabar

Porquê? Sensatez.... Sapiencia...

 

Não, nem tanto, quem quero enganar?

Loucura, acto insano, sofrimento demais

Vou instaurar uma dor ainda maior

Mas quero ar

Agora quero respirar fundo...

Destruir o meu mundo...

Porque se não o destruir,

morro porque já cá não estou...

De cabeça quero cair,

Quero sentir quem sou...

 

Digam que é loucura, porque o é

De sensato tem tão pouco,

Mas hoje arriscarei...

Amanha tudo serei...

Mas estarei morta!

30
Jan08

O trio

Sara Oriana
Que seria de mim....
Que seria de mim sim!
Não sei, valha-me, não sei...
Que seria de mim se o quê?
Não me lembro... não, não me lembro
Mas afinal de que me quero eu lembrar?
Só eu sobro, eu a consciencia
Ou a inconciencia...
Ai de mim, acudam-me!
Acordem! Acordem que eu perco-me!
Tenho um caminho recto á minha frente!
E se está lá alguma pedra? Ou uma encruzilhada?
Valha-me nossa! Ai ai... que trapalhada!

Oh minha nossa! Que disparate!
Nem vale a pena dar atenção
Morre! Enterra-te!

A união faz a força!
Têm esperança, tudo se resolverá
Lutando lá chegaremos, de espada em punho
Andando e Lutando pelo sonho!

Outra, olha para as tuas mãos, todas calejadas...
Guarda a espada, ela está só a tempestuar sem razão
Que grande disparate... Mas vocês não estão cansadas?

Cansadas? Claro, já viste, nada, Nada me corre bem
O mundo abandonou-me olha para mim...

Irmã! Não sofras que lutaremos em conjunto!
Eu respeito o teu sentimento
Percebo a tua ansia, o teu desespero...

Ai mãe!
Serei a única que usa o cérebro?
Uma só pensa em esquartejar
A outra ou chora ou não para de rir...
Deixem-me mas é dormir!

Eu não tenho cérebro? Eu sou burra?
E se sou mesmo? E agora?
Ai irmã não te vás embora!
Dizes essas coisas e viras costas!
Que sorte a minha.... que sorte a minha!

Irmã, sente o vento, e o friu
Deixa, porque ela já partiu
Desfruta, do vento que te acalmará...
E tudo isso desaparecerá...

Mas que raio tu! Parece que nada te atinge!
Ninguém me percebe sou uma imcompreendida...
É tudo fingido, o mundo me finge!
Ai, estou perdida!
Eu estou viva percebes! Viva!
Não sou uma snob arrogante
Nem uma guerreira amante do vento!
Eu sinto tudo ao máximo, a tua paz é horrivel para mim!
Jamais seria feliz assim!
É o que sou! Bela e explosiva...

Então já lhe passou?

Está a divagar sobre o seu eu...
O que a faz feliz, o que lhe dá força...

Típico... Tens ai a tua moca?

Irmã... não sejamos violentas umas com as outras...
Sabes que são momentos que aquilo é passageiro...

Epah, dá-me-a lá

As tuas mãos de princesa ficariam recentidas irmã...
Espera até estares bem, sã
Ai ponderarás!

Oh irmã, é para o bem dela, ela está tão triste,
Dá-lhe o descanso que merece
É só para ela adormecer... Tu poderias meditar
Eu poderia ter a minha amada calma!
Oh mana, por favor... Não te custa...
E tu crias os teus principios... é sou para ela tirar umas férias...

Muito bem... Que assim seja
Mas ela vai voltar...

Que volte, que volte, quando voltar
Teremos tudo o que deseja....
20
Jan08

Pecadora insana

Sara Oriana

Se meu pecado é ser eu

Pobre de mim que pequei como nunca

A minha única pergunta

É qual direito é afinal meu...

 

Ora como se me importasse

Sou louca pobre de mim, sou louca

E como louca peco em sê-lo

Sou loucamente feliz, e mesmo que o mundo me julgasse

Pobre do mundo pois iria despresá-lo

O mundo quer ser triste

Deixá-lo ser

Mas sozinho porque eu estou contente

E por ele não quero sofrer

 

Canso-me das rimas, coitadas

Ai que não quero ter limites, que se lixem elas também

Quero rir como nunca, chorar como nunca,

Viver, simplesmente viver

 

Chamem-me louca, sou artista

E com génio de artista ninguém é certo

E grito de felicidade, pelo nada que é minha vida

Grito de felicidade pelo que sou, pois sinto-me grande

Sei lá grito porque grito, porque quero gritar

E quanto mais grito mais vontade tenho em fazê-lo

Mais feliz fico por tê-lo feito

 

E canto, grito, salto

Num mundo de pura euforia

Quero que o mundo sinta a minha alegria

Que me inveje por ser feliz

Que me inveje e diga, que a pobre não sabe o que diz

E não sei mesmo, pois não?

Sou louca, puramente louca, completamente passada

 

E tu que me olhas pasmado

Volta para os confins do passado

Não quero saber de ti porque não me apetece

Chamem-me egoista chamem-me chanfrada

Chamem-me o que quiserem, pois sou-o tudo

Ou talvez nem seja nada, mas a verdade é que não me interessa

 

Opiniões? Levei a minha vida apoiada nisso

Mas hoje sou bem mais que isso

Perdoem a minha loucura, se não o fizerem quero lá saber

O que eu quero hoje é escrever

No estado mais puro que conseguir

Falando, Rodopiando na minha maluquice

Ter tudo o que não tive por mera borrice

 

Sou bela sei que o sou, tenho o que quiser

Apenas perco aquilo que nunca foi meu

Porque amor dá-se a todos e de todos se recebe

Porquê, não faço a mínima ideia

Eu não sou de ninguém e ninguém me pertence

 

Digam-me que não valho nada, que me quero rir

Por favor, digam-me isso, rir-me-ei como louca!

Insana, brutalmente insana me encontro

Falo com espelhos e paredes, comigo e comigo mesma

Faço um poema quase sem rimas, que escandalo

As letras correm-me nas veias, sobem-me á cabeça

Eu canto a cantiga que nunca cantei ,a minha cantiga

 

Ai ai... meu amigo e minha amiga

Contagiem-se pela minha insana loucura

Bebam dela, como água quando estão sedentos de sede

Pois embora doida, sou genial

E por isso, o meu saber não vos fará mal...

 

 

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