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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

19
Jul08

Recomposta

Sara Oriana

Não estou livre, nunca o estive

E a minha prisão, sou eu mesma

As minhas barreiras indestrutiveis

O quanto afasto quem me quer,

O medo de tudo perder...

 

E acabam por não me defender de nada

Barreiras que apenas me afastam do mundo

Vivendo apenas uma época passada...

Eu quero de volta a minha liberdade!

A minha dignidade!

O meu eu!

 

A coragem parece ter-me abandonado,

Porque achei que o medo me protegia

Mas saio tudo errado,

Que gingantesca ironia...

 

Não fui feita para parvoices, fui feita para lutar

E estou aqui a chorar angustias que já nem existem

Tenho sempre medo... E mais momentos se perdem

 

Mas onde esta a guerreira que um dia fui?

Aqui... finalmente recomposta

Depois de muitas batalhas perdidas

De grandes feridas reabertas

Estou aqui.

Perdi quase todas, mas tentei

 

E porque tentei, continuarei a tentar

E vou conseguir.

 

Hoje quebrar-se-ão barreiras

Hoje serei corajosa, e como hoje sempre

Sou para sempre uma das mais temiveis guerreiras!

 

18
Jan08

Moribunda

Sara Oriana
Sinto o coração apertado...
Parece que me tiraram tudo
Cada momento me sinto mais sozinha
Cada momento mais pequenina
Choro sem chorar
As lágrimas que teimão em ficar
Se de cupido não morri
Morro agora de amizade ferida
Já não basta o que já sofri
Agora sinto-me desamparada e perdida...

Continuo a lutar, mas mortalmente ferida
Eu sei que tenho gente á minha volta
Mas é cega esta alma sofrida
Rápido passarei de moribunda a morta...

Apenas sinto que meu exercito desertou
E eu mais nada sou

Meus anjos, que me vêm buscar
Contem-me histórias de grandes guerreiras
Cantem-me odes antes da morte me levar
Apenas quero ouvir coisas boas

No campo de batalha jazo moribunda
O sangue sai por todos os lados
Estou ferida nas costas de facada
E de frente por investida
Mas pior que isso, é a minha alma aos bocados
E pensar que um dia me julguei fadada...

Calem-se agora! Porra!
Estou farta de ser desgraçada!
Se tiver que morrer, que morra!
Mas de pé e com a mão na espada!
06
Jan08

O cantigo da guerreira

Sara Oriana
Grande e altiva observo o mundo
O vento enlaça-me e dança comigo
A meus pés está o tudo
e eu canto e digo

Almas que me consomem
Que bebem do meu sangue
Saibam que por muito que se esforcem
Jamais ficarei exangue

Porque quando eu choro
As lágrimas não existem
Porque quando eu caio
Caio de pé, acreditem
E quando morrer
Soube o que foi viver

O que me move é eterno
Jamais me ei de perder
Porque amo tudo o que é terreno
E acima de tudo isso, o meu ser

Tenho espirito e tenho força
Amo, com devoção e segurança
Sonho com espadas, lutas eternas
A melancolia e a paz são minhas capatazes
Abomino psicoses modernas
Quero ver de que são capazes!

Vida! Venero-te sou tua!
Por muito sensaborona e crua
Sorte! Jamais me vencerás
A vida será minha capataz!
24
Set07

Batalha

Sara Oriana

Mais uma vez me encontro sozinha

Mais uma vez tenho um exercito para vencer

Mas ninguém me há de derrotar, por mais pequenina

Pois agora a unica coisa que tenho a perder

É aquilo que jamais deixarei perecer

 

Que me zombem as carcaças

Essas que eu deixei apodrecer

Pois alcançaram a paz por entre muitas desgraças

E eu aqui estou a sangrar e a sofrer

 

Mas não se enganem, pois é necessario lutar para vencer

E não existe sequer opção de vir a morrer

Por isso que me saiam as tripas, meus caros

Porque para me matar será necessário muito mais

 

Agora, para mim, já não existe dor demais

Agora, apenas meros maus bocados

Pois sou bem melhor do que qualquer parvoeira sentimental

Que ridiculo, julgar-me caida por algo que me correu mal

 

E logo eu, que ainda ei de bater mais vezes com os cornos no chão

Quero lá saber, agora nem sei se tenho coração

E a verdade é que nem me interessa

Quero mais é que ele se desvaneça!

 

 

 

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