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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

10
Jun09

Viva de novo

Sara Oriana

É tão bom sentir-me viva de novo

Caminhar sem medo de cair

Andar livre, caminhar e sentir

Não me preocupar, amar-me por fim

 

Paro de sonhar, de divagar

Quero sugar tudo o que a vida me tem para dar

Viver aquilo que me aparece,

Colher somente o que me apetece

 

Viver para mim, perder-me assim

Amando o mundo, respeitando-o

Caminhando cantando, sonhando-o

 

Gritar sem medo de o fazer por fim

Rir até não mais poder, viver a liberdade

Sem me comprometer, sem sentir nenhuma saudade

03
Jun09

Retorno

Sara Oriana

E eu gostaria de celebrar o meu retorno

A minha magnanimidade absoluta

A minha vitória o meu renascimento

O fim desta terrível luta

 

E sonho, volto a sonhar

Anseio, voltei a ansiar

Temo, temo muito

Mas quero o absoluto

 

E vôo para longe do negro,

Para longe das sombras do ermo

Vôo para não voltar

Agora, aventuro-me

 

Uma aventura em que eu sou una

E em que amo tudo o que me rodeia

Estou livre, estou nua

 

Livre da minha própria teia

Sou somente eu, finalmente

E espero ficar assim para sempre

 

24
Mai09

Sombras

Sara Oriana

As sombras da casa caiem sobre mim

Desabrocham por todos os cantos

E eu? Eu vou chorando por fim

Sussurram coisas doces, encantos

Falam-me da beleza do passado

E o meu coração dói ao ficar apertado

 

Jorra-me um rio de lágrimas

Jorra-me um sem fim de tristezas

E elas continuam a nascer

Como flores pelos cantos,

Tornando ainda mais difícil te esquecer

Flores negras, relembrando-me de momentos

Amaldiçoadas, envolvem-me no breu

Com uma bela canção acerca do que foi meu

 

A dor alastra-se e eu tremo, soluço, encolho-me

Berro sofrida, escondo-me e abraço-me

Agarro o peito como que alvejada

Mas não o fui não está lá nada

Depois acabo por sossegar, conformada

Relembrando-me que apesar de tudo fui amada

23
Mai09

Apatia

Sara Oriana

Somente o silencio me acompanha

Como uma paz sem o ser

Não só a alegria me estranha

Mas a tristeza já não tem porque aparecer

E o silencio acompanha-me

A par com o meu vazio, compreende-me

E eu, eu caminho apática

 

Mil e uma pessoas, mil e uma aventuras

E eu não quero nada, somente o silencio

Caminhar por mil e um caminhos, pequenas ruas

E na pele sentir o calor e o frio

Fazer tudo, atingir a sobrenatural calma

No entanto nada me olha, nada me chama

E eu, eu caminho apática

 

Os sonhos deixaram de existir

Mas não lhes sinto a falta

Agora caminho observando, sem nada sentir

Mas não necessito, nem disto fico farta

Sou somente o que era suposto ser

E até ao dia que morrer

Eu, eu caminho apática

25
Abr09

Se pudesse viver de lembranças

Sara Oriana

Se pudesse viver de lembranças vivia,

Perdia-me na minha mente, em mim

Apenas vivendo os doces momentos

Momentos esses em que existia...

 

Agora sou uma cascata sem fim,

Um fundo poço de tormentos

Castigando-me e lamentando-me assim

Lambendo todos os meus ferimentos

 

Mas dia após dia nada melhora

Desde o alvorecer ao entardecer

Sonho sem sonhar e vivo sem viver

 

Vou apodrecendo, não há nada, e tudo piora

Vou vivendo, esperando a minha melhora

Mas sem me iludir, porque disto não vou morrer

 

14
Abr09

Louca

Sara Oriana

Olho para o nada de mim, temendo a loucura

Temendo a tempestade que me vem assombrar

Temendo o nada que é a minha sepultura

E esta solidão que me está a matar

 

Dói-me tudo por dentro, nada fica, nada

Sonho com a noite que nunca mais vou acordar

Sinto-me endurecer, e não quero, estou aterrorizada

Consumo-me por não querer, nem conseguir chorar

 

E tu, ai, bem, andando, rindo, sonhando

 

Então pergunto porquê, grito, rasgo-me

E não há nada ninguém, que me veja

Tudo continua, tudo anda, e eu mato-me

O mundo ignora-me e eu acalmo-me

 

Não há alegria que anteveja

E eu, eu sou doida

Vou ficando meus queridos vou ficando

Uma pobre louca, no mundo, perdida

08
Abr09

Quem sou

Sara Oriana

Quem sou eu? Neste momento sou nada

Um reflexo no espelho banhado em lágrimas

Uma imagem, em mil pedaços partida

 

Quem sou eu? Nada, estou perdida nestas tramas

Perdida, só sinto dor, sou-a de todo

Desfiada, rasgada e embaraçada, tantas mágoas...

 

Quem sou eu? Ninguém, um coração partido

Moribunda, sem o estar, e isso revolta-me mais

Vazia de emoções, mas com a pior de todas bem no fundo

 

Quem sou eu? Tudo, sem ser nada demais

Vazia até ao tutano, Não há nada, ninguém

E eu quero, como tudo o que fui, desaparecer também

 

06
Abr09

Amo-te(e pago por isso)

Sara Oriana

Amo-te tanto, E sei também que não devia

Não devia amar-te assim, não devia perdoar-te assim

Não devia pensar sequer em ti, relembrar-te muito menos

Mas assombra-me tudo isso que eu queria

Estou perdida, sinto-me sem vontade e sem fim

Nem pensas em mim, e tu até estás nos meus sonhos...

 

A raiva que me jorra no peito, não é mais que mágoa

Revolta porque me iludis-te até ao fundo, até ao ermo

Tenho-me a mim, a minha mísera vida, e mais nada

Sou a pobre coitada porque me tomas, isso mesmo

Sim sou isso, arrogante e insegura, até ao âmago

O fel que se instalou na minha garganta não mente

Sou perversa, louca, mas humana, e demasiado crente

 

Terei que pagar por querer na minha vida um pouco de luz?

E vou pagando, como pago, pago com sangue, carne e osso

Que mais tenho eu para além disso? A beleza do mundo que me seduz?

Pago também, deixando de a ver, Tudo isto é demasiado precioso

Para mim, pelo menos para mim. E desafio, o resto

Será por isso? Com certeza, com certeza que nem presto.

 

E nem sei, pobre de mim, sou cega

E continuo a amar-te, amar-te cegamente

Nem quero ir, nem penso que já chega

Apenas sonho ter-te para sempre

Que voltes, amando-me, como talvez nunca o tenhas feito

Salvando-me desta dor que me consome, um acaso perfeito

 

Mas nada, continuo a pagar com o que sou por ti

Amando-te demais para suportar não te odiar

E espero, como uma devota, ansiosa, aqui

Sei que não virás, isto mata-me, sou louca por aqui continuar.

Mas temo a ideia de não te voltar a tocar

Quando ela me alcança, berro, enlouqueço, arranho-me, mato-me

Eu sou uma pobre coitada, eu sei, tu não virás salvar-me...

06
Abr09

Chuva de Verão

Sara Oriana

Sou um mar de lágrimas por chorar,

Água estagnada que não tem por onde escoar,

Sou agua fétida, podre, corrompida

E nada me pode voltar a purificar

Pois há muito que fiquei na sombra perdida

 

Amo a luz desejo-a, faço tudo por ela

Mas no fundo não a tenho, apenas sonho tela

Afasto-me tanto do que sou, só para essa doçura provar

Que quando volto a mim, dói-me ainda mais perde-la

E de mim, não há nada que me possa salvar

 

Perdi-me, fugindo da minha apaixonada loucura

Mas é isto que sou, uma paixão sem cura

Amo de tal forma amar, que me esqueço do que sou

 

Sou a irritante chuva de um dia de verão,

Rego as plantas, acaricio tudo em que toco com devoção

Mas por muito amor ao mundo, todo ele me desprezou

04
Abr09

Azares

Sara Oriana

O azar está na minha cabeça,

Transformarei a caca de pombo em flores,

As quedas em movimentos de graça,

A chuva no futuro a esperança.

E rir-me-ei de todas estas dores

 

Preocupo-me demais, eu sei,

Sou feliz mesmo com tudo errado

Coisas estas que nunca imaginei

Mas agora olham-me porque amei

E não me arrependo de ter amado

 

Sonhos, pequenos pássaros que nos cantam

E com o seu cantar choroso nos encantam

Mas nada sou para julgar, nada sou para calar

 

Eu adoro-os, choro-os, agarro-os, eles levam-me

No seu canto já premeditado, já fadado, elevam-me

E sabendo tudo isso, jamais os deixarei de amar

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