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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

09
Nov09

Cavaleiro Negro

Sara Oriana

Caminhava eu pela penumbra,

Sonhado, Lutando e Iluminando tudo

Quando fui atraída por um sorriso,

A esperança, admiração, entrega

 

Uma alma lutadora, que caia no breu

Tão torturada, tão arrasada,

Que de força lhe restava quase nada

Mas mesmo assim, almejava o céu

 

Meu cavaleiro negro, deixa-me abraçar-te

Deixa-me pegar-te e para longe levar-te

Curar-te cada ferida, cada dor, deixa-me amar-te

Olha-me como só tu me consegues olhar

Acarinha-me e ama-me dessa mesma forma

Nunca foi tão doce sonhar

 

Meu cavaleiro negro, acompanha-me,

Agarra-me, leva-me contigo, ajuda-me

Dá-me um lugar seguro que não seja feito de aço

Que não me esfrie a alma, Dá-me um que me aqueça

Que me acarinhe, que me pertença

 

Salva-me da minha frieza, da minha sobriedade

Ensina-me a sonhar a acreditar, ensina-me a amar

E fica assim comigo, agarrado a mim

Perdendo-nos um no outro enfim

 

 

01
Out09

O virar da página

Sara Oriana

Dispo-me por fim de toda esta amargura

De todo este amor sem doçura,

Hoje vejo, hoje sei, que um dia te amei

Mas hoje não, não mais, viro a página por fim

 

Não a viro com ódio, não a viro com despeito

Não a viro também com felicidade, viro-a sim

com o mais profundo respeito

 

Porque sei que no fundo, és parte de mim

Pois há paixões que duram pouco ou nada

Outras que corroem, parecendo a vitima condenada

E por fim, as mais fortes, aquelas que podem ser

Que podem durar, mas por algum motivo,

Acabamos por as perder.

Essas duram enquanto o ser for vivo

 

A forma como nos tocam, como nos afastam de nós

Da nossa razão, fazendo tudo em prole do outro

Fazem-nos perceber tanto acerca do que somos

Que quando passa a amargura, somos um espectro

Do que um dia fomos, para que possamos crescer

 

Esses ensinamentos levamos connosco,

jamais os iremos esquecer

São nos gravados na pele, com admiração, e com amor

Limpam-nos por dentro, e por fim, nascemos de novo

 

Ou nascemos enfim, abrimos os olhos finalmente

E damos valor ás grandes e pequenas coisas

Aprendemos que o tempo e escasso, que a juventude mente

E que somente se tivermos outra paixão

Uma terrível paixão por nós, e pelas pequenas coisas esquecidas

Viveremos em paz, e podemos voltar a abrir o coração

 

Hoje não te amo, mas guardo-te, e assim ficarás comigo

Como alguém que eu profundamente admiro, que apesar da magoa

Jamais esquecerei, porque também é meu amigo

Hoje sei, por fim, já não haverá por ti mais nenhuma lágrima

28
Set09

Tormento

Sara Oriana

O tormento que me deixas-te dura e dura

Vivo lutando contra esta tormentosa tortura

Todos os dias me perco e me encontro

Não há um dia no qual não te ame ou não te odeie

Tento desenterrar tudo o que me enterraste cá dentro

Quando acho que finalmente te expurguei

Deparo-me tardiamente, que não passa de outra ilusão

Tu pareces estar-me infiltrado nas veias,

Parece que me envenenas-te com uma tremenda precisão

Um veneno que não me mata de todo,

Mas que me leva sempre a maior parte

Como não há mais nada, sou teimosa e sou forte

Levando assim ás costas um mundo bem pesado

Porque se não o agarrar, se não o segurar bem

Perco tudo, e a razão também

07
Set09

Bloco de Aço

Sara Oriana

Tornei-me em aço a arrefecer

Não sei de que alquimista provenho

Mas de mim é que já não posso ser.

 

Quanto mais fria fico, menos sinto

Andando com a coragem do mundo

Sou irreverente e bela, mas fria

 

Sonhei que um dia seria doce, seria mel

Mas hoje abro os olhos e sei

Sou fria e dura, nem fel chego a ser

 

Nem sabor tenho, nem cheiro

Sou um bloco de pedra aqui sentado

Um bloco de pedra que nada sente

 

E quer sentir, pior ainda, quer sentir

Porque toda a gente sente,

E não quero ser diferente.

10
Ago09

Etérea

Sara Oriana

Sonho, sonho com tantas coisas,

Deixo as desvanecerem-se a minha volta

Quero vive-las a todas

Mas quando aparecem as que realmente quero

Hesito e deixo-as ir, tonta...

E sento-me, lamento-me e espero

 

Sinto-me perdida no meu próprio espaço

Queria sair daqui por um pouco,

Queria poder afastar-me dele só por um pedaço

Mas ele envolve-me e acompanha-me, e tudo perco

Bola de ar que torna o meu mundo lento

E cá vai mais um lamento

 

Mas eu espero, espero por outra oportunidade

Outra oportunidade de sair daqui

Uma para poder viver. Prende-me, esta tamanha liberdade

A minha vida acalma até ao âmago, e não há nada aqui

Sou consumida pelo meu mundo, consumida por mim

Eu não preciso de paz, mas intensas complicações até ao fim.

05
Ago09

Um belo caminho que me leva a lado nenhum

Sara Oriana

Um belo caminho que me leva a lado nenhum

Ou levaria se o seguisse, se o pisa-se, se o percorre-se

Mas eu quero percorre-lo, passo a passo, saborear cada um

E os conselhos atormentam-me, mas é como que me esquece-se

 

Começo mesmo a andar, mesmo a caminhar

Penso em tudo, e no fim, bem no fim

Sei que o vou caminhar, porque não me interessa aqui ficar

Pois mesmo assim, lado nenhum, há de ser algum lugar

 

Bom ou mau, quero vê-lo descobri-lo decifra-lo

E depois? Depois é futuro e lá logo me chateio

03
Ago09

Hoje sou feliz

Sara Oriana

Hoje sou o vento quente que acarinha as folhas, sou eu aquela brisa quente, que a todos toca que a todos acarinha, sou paz, sou felicidade, sou uma criança perdida no meu próprio mundo.

Não me canso de amar tudo, não me canso de aproveitar, não me canso de viver nem por um segundo.

Sou a luz da lua que brilha por entre as ondas brandas de uma noite de Verão, cintilando tenuemente entre a escuridão do mundo, conjuntamente com todas as outras luzes. Sou-o porque o quero ser, porque o sinto nas veias, porque me amo, e por isso amo o mundo em meu redor. Nada importa nada interessa, somente eu, somente o mundo. Somente aqueles pequenos momentos que a vida nos dá para ver, para viver, somente os detalhes, as cores cintilantes provenientes de um candeeiro de rua. A vibração do verde nas folhas ao sol, o azul ciano brilhante do céu, a noite escura e todas as suas estrelas.

Tudo isto, todo este conjunto inspira-me. eleva-me, acalma-me e fascina-me.

Hoje sou feliz.

03
Jun09

Retorno

Sara Oriana

E eu gostaria de celebrar o meu retorno

A minha magnanimidade absoluta

A minha vitória o meu renascimento

O fim desta terrível luta

 

E sonho, volto a sonhar

Anseio, voltei a ansiar

Temo, temo muito

Mas quero o absoluto

 

E vôo para longe do negro,

Para longe das sombras do ermo

Vôo para não voltar

Agora, aventuro-me

 

Uma aventura em que eu sou una

E em que amo tudo o que me rodeia

Estou livre, estou nua

 

Livre da minha própria teia

Sou somente eu, finalmente

E espero ficar assim para sempre

 

23
Mai09

Apatia

Sara Oriana

Somente o silencio me acompanha

Como uma paz sem o ser

Não só a alegria me estranha

Mas a tristeza já não tem porque aparecer

E o silencio acompanha-me

A par com o meu vazio, compreende-me

E eu, eu caminho apática

 

Mil e uma pessoas, mil e uma aventuras

E eu não quero nada, somente o silencio

Caminhar por mil e um caminhos, pequenas ruas

E na pele sentir o calor e o frio

Fazer tudo, atingir a sobrenatural calma

No entanto nada me olha, nada me chama

E eu, eu caminho apática

 

Os sonhos deixaram de existir

Mas não lhes sinto a falta

Agora caminho observando, sem nada sentir

Mas não necessito, nem disto fico farta

Sou somente o que era suposto ser

E até ao dia que morrer

Eu, eu caminho apática

14
Abr09

Louca

Sara Oriana

Olho para o nada de mim, temendo a loucura

Temendo a tempestade que me vem assombrar

Temendo o nada que é a minha sepultura

E esta solidão que me está a matar

 

Dói-me tudo por dentro, nada fica, nada

Sonho com a noite que nunca mais vou acordar

Sinto-me endurecer, e não quero, estou aterrorizada

Consumo-me por não querer, nem conseguir chorar

 

E tu, ai, bem, andando, rindo, sonhando

 

Então pergunto porquê, grito, rasgo-me

E não há nada ninguém, que me veja

Tudo continua, tudo anda, e eu mato-me

O mundo ignora-me e eu acalmo-me

 

Não há alegria que anteveja

E eu, eu sou doida

Vou ficando meus queridos vou ficando

Uma pobre louca, no mundo, perdida

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