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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

16
Jan08

Deusa

Sara Oriana
Bamboleio-me suavemente pelo mundo
Por entre os meus caracóis castanhos
E num momento sou tudo
E atraio os olhares de estranhos

Continuo a vaguear, caminho e caminho
Tudo me parece um sonho
Nada existe, nada sinto, nada!

Tal e qual deusa, sou idolatrada, mas não amada
Tal e qual deusa, me vêm como inatingivel e forte
Mas sou dona da minha vida e não da sorte
Teci uma teia que me condenou a caminhar
O mundo amar, o mundo sonhar
Mas mais nada sentir
E ver tudo partir...

A cada dia reina um sorriso em mim
Mas a noite, chega no fim
E me mostra a crua verdade
Vivendo assim com saudade da saudade
Com lágrimas sem razão
Com a razão e sem coração

No dia seguinte sou deusa outravez
Ignoranto a minha pequenez
E sorrio e danço com o vento
Descanso deste insano sofrimento...
15
Jan08

A dança ao vento

Sara Oriana
E hoje estou bem, e como estou bem
Quero que tudo assim esteja também!

E para isso danço no silencio
Ao ritmo de uma música que não existe
Mas, na mesma, rodopio
Brilho e estou sorridente

Hoje tudo poderia cair
Mas eu continuaria a rir
Ao som dessa linda música
Essa que é unica

Não tem nome, não percisa
Não tem palavras, é silenciosa
Mas sinto-me a voar
Sinto-me pairar

E de verdade, não tenho razão
Estou simplesmente feliz, e livre
Calmo e sereno, bate o meu coração
E dançaria assim para sempre

O vento envolve-me, os meus caracóis
Rebeldes, castanhos e brilhantes, rodopiam pelo ar
Dando um tom terra ao meu rodopiar
Brilho, brilho mais que nunca!

E a felicidade e plenitude
Brilha nos meus olhos
Que são nada mais que espelhos
De toda a minha felicidade

Sou insana, hoje sou insana
Não interessa, sou brilhante na mesma
Sou apenas uma criança
Com ums vida cheia de esperança...
11
Jan08

Desatino

Sara Oriana
Como é possivel alguém estar tão farta?
Sinto-me leiga, sinto-me mesmo burra
Exprimo raiva em cada palavra
Irrito-me por nada, onde está A sensata?

Oh... Nem quero saber, que inutilidade
Começo a duvidar da minha própria sanidade...
Epah, não morro nem vivo
Nem sei se sobrevivo

Sim... apoio-me em mitos
E vá... religiões que nem existem mesmo
E não os dando, apenas dou gritos
Canto poemas, trocando os pés á miada
E lá lá sou guerreira, lá lá amaldiçoada

E digo o mesmo trinta vezes
E ainda sou ilugiada
Mesmo com estas ridiculas teses
Vou rimando, mesmo cansada

E existem rimas mais pobres?
Até uma criança faz o que eu faço
E eu falo falo falo, ocupo ainda mais espaço
Mas não... rimas pobres mas palavras nobres!

Faço isto em momentos, um poema longo
Oh... ela tem só dezassete anos
É uma pita armada em poeta meu amigo
Não a poetisa que quer parecer, que nem sabe o que quer
Ama sim a tela o lápis e o pincel, e talvez os pianos
Mas goza com a arte que é escrever...

E assim vos digo adeus
Não para sempre, tenho dupla personalidade
Amanha já sou tristeza e saudade
E vá, um verso branco para variar
Vos deixo, porque tenho que ir "nanar"
11
Jan08

Rotina

Sara Oriana
Quantas mais batalhas pergunto....
Quantas mais?!
Não tenho descansado nem um momento
Durante meses demais...

Teses... milhares ou mais ainda
Mas porra, que continuo faminta
De luz na minha vida
Ou sei lá! Mais tinta!
Colorida, como é obvio
Estou farta de cores neutras!
Mas não... continuo com o sentimento sombriu
Mas não... são todas negras!

Que porcaria de conformismos!
Grito como nunca gritei...
Venham então os cataclismos!
No fim, vence-los-ei.
10
Jan08

A Besta

Sara Oriana
Meu Deus... Sinto uma força colosal
Tenho uma besta em mim a despertar
Por favor ajudem-me, isto é fatal
De tanto segura-la, começo a lacrimejar

Por favor, eu apenas quero voltar a mim
Eu não quero que acabe assim

Ajudem-me, por favor
Isto de tanto ódio já é dor
Ou nem seu se a dor é que já é ódio
Mas estou presa por um fiu

Caio, em mim, não me quero perder
E no fim acabarei por o fazer

Não me quero conformar!
Isso não pode acontecer!
A unica coisa que ela fará será matar
E eu não quero morrer!

08
Jan08

O Piano

Sara Oriana
Eu quero sentir cada nota
Cada som que me percorre a alma
Quero viver esta pauta
Quero reinar nesta calma

Piano que tocas para mim
Não me oiças, não pares
Não me deixes na espectativa
Continua a soar assim
Pois tocar-me é o que queres
Queres que por ti eu viva

E mesmo que não quisesses, viveria
E se não mais tocasses, morreria

Porque tu és a unica paz de que gosto
Oh... e como te amo
Por isso assim insisto
Conquisto-te, conquistas-me
Toco-te, amando-te mesmo
E assim tu me tocas

Com o teu som belo e envolvente
Aquela bela suavidade quente
Tu sorris a meu lado
Tu lamentas pelo meu passado
Tu amas comigo, tu choras pelo meu amigo

E esta noite, tocarás para as estrelas
Esta noite, tocarás para o vento
Tudo porque elas são belas
E por este simples momento.
06
Jan08

O cantigo da guerreira

Sara Oriana
Grande e altiva observo o mundo
O vento enlaça-me e dança comigo
A meus pés está o tudo
e eu canto e digo

Almas que me consomem
Que bebem do meu sangue
Saibam que por muito que se esforcem
Jamais ficarei exangue

Porque quando eu choro
As lágrimas não existem
Porque quando eu caio
Caio de pé, acreditem
E quando morrer
Soube o que foi viver

O que me move é eterno
Jamais me ei de perder
Porque amo tudo o que é terreno
E acima de tudo isso, o meu ser

Tenho espirito e tenho força
Amo, com devoção e segurança
Sonho com espadas, lutas eternas
A melancolia e a paz são minhas capatazes
Abomino psicoses modernas
Quero ver de que são capazes!

Vida! Venero-te sou tua!
Por muito sensaborona e crua
Sorte! Jamais me vencerás
A vida será minha capataz!
05
Jan08

Histórias acabadas

Sara Oriana
E se de uma história amaldiçoada
Nasce-se a mais acarinhada
E se esta página rasgada
Fosse por fim reconstrida
Ou que nunca tivesse sido perdida

Nada me dêm agora,
Nada, digo, nada durante esta hora
Porque deixei de merecer
Apenas porque não quis ver

Belas histórias que perdi
Tantas outras que ainda não esqueci
Leve o vento o pó que deixei ir
E todo aquele de que quero fugir...
04
Jan08

Desespero

Sara Oriana
Choro por puro desespero!
Quero gritar, quero isto libertar!
Mas não posso, e apenas espero
Mas por favor, suplico
Rasguem-me por dentro, se for perciso
Mas não me deixem aqui a morrer
Já não aguento mais sofrer!
Suplico sem suplicar
Pois não me é permitido falar
Tenho os membros atados
E os olhos estão cansados
Não faço senão ver
O meu espirito a se perder
Ajudem-me! Por favor!
A minha dor está cá dentro
Não pára a nenhum momento
Poupem-me! Não aguento mais a dor
A raiva mata-me, vou desaparecer
Mas eu não me quero perder!
Ajudem-me! ajudem-me...
04
Jan08

Raiva

Sara Oriana

O meu ser reclama o sangue do mundo
Mas eu abafo isso tudo
Fecho-me por entre paredes
O mundo não quer ser incomodado com as minhas sedes

A raiva consome-me como nunca
Reclama tudo, rege ainda mais
Destruindo todas as coisas banais
Enlaça tudo, destrói o mundo
E eu cá fico, contando cada segundo

Vou ficando louca!
Porque nada me sai e tudo me consome
Triste de quem no meu caminho se atravessar
Triste porque acabarei por o pisar
Vou caminhando, e esqueço-me
Daquilo que me fez caminhar

Caminho, quase por desespero
Caminho no escuro e pela luz espero
sem hesitar, sem tropeçar
A raiva não me larga
E vivo com esta saga

Tirem isto de mim !
Quero ter paz por fim!

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