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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

12
Nov17

O teu olhar

Sara Oriana

Apenas vejo um vazio,
uma pena, um politicamente correcto
Apenas vejo o que explodiu
O que deixou de ser perfeito

Sinto-me como se a sombra de alguém
Como alguém que nunca conheces-te
Deslizas pelo mundo e eu gostava também
De ter o teu deslizar, o teu caminhar
Ou que me dissesses que não esqueces-te

Mas quanto mais olho, menos vejo
Quanto mais sinto, menos reconheço
E digo que nada faz sentido, que não pode ser
Mas apenas te oiço a dizer para te esquecer

Mas como posso, como posso
Como posso eu caminhar sem perceber
Como tanto se tornou em tão pouco
Como tanto amor simplesmente deixou de ser

E tento-me repetir todas as imperfeições
Tento-me convencer que é melhor assim
Mas o meu coração não esquece as tuas feições
E que não consigo reconhecer o fim

Os meus sonhos traem-me com mundos paralelos
Em que tudo se resolve, foi tudo uma brincadeira
Então acordo e percebo que vivo nos pesadelos
E tu ai ficas imponente, sem sinal de choradeira

E eu alimento uma vazia esperança
Depois olho-te e cai tudo na desgraça

 

12
Out17

Aquele tipo de pessoas

Sara Oriana

Gostava que nós fossemos aquele tipo de pessoas

Aquele que não consegue deixar de se falar

Depois de tudo cair, depois de tudo falhar

Aquele tipo que ás vezes desliza do nada

Aqueles que acham que é tudo uma estrada

 

Gostava que fossemos menos correctos

Que por vezes fizessemos coisas perdidos

Nos perdessemos por vezes no mundo

E no dia seguinte tivessemos o arrependimento

 

Nós não somos assim mas gostava, 

Gostava de te poder ver e poder falar

Sem que nos prendesse nada

Todas as palavras que não se dizem, do amar

Todas as coisas que deixamos ficar

Gostava que fossemos aquele tipo de pessoas

As quais diziamos não perceber

Que tudo faziam, maguando-se

E nos questionavamo-nos para quê assim ser

 

 

 

26
Mar10

sonho/pesadelo

Sara Oriana

Sou tão feliz quanto poderia ser triste

E de tão feliz, que esta me esconde e mente

Sou todos os dias anestesiada por esse amor

E esse amor mente-me e diz, acabou-se a dor

 

Mas eu, bem no fundo, sei que não

Sei que nas noites mais negras e escuras

Quando a paixão se acalma, e vem a solidão

Assombrar-me-ão essas dores esquecidas

 

Não haverá lagrimas, não haverá gemidos

Somente a ausência de luz e o silencio

Adormecerei então embalada pelos pesadelos

 

Acordarei mais tarde, de novo para um sonho

Beijar-me-às a testa e a boca, voltará a paixão

Serei então eu, feliz, levando a mim e a ti pela mão

25
Nov09

Farta

Sara Oriana

Eu sou uma alma perdida, um sonho esquecido

A mais terrível ferida, que a dor pensa ter perecido

Eu sou um veneno que reina a terra, o breu no mundo

Eu sou um buraco negro, que de tão grande já não tem fundo

 

Eu sou o medo, eu sou a fraqueza, eu sou humana

E de tão humana, chego a ser verme, a ser lama

Mas sei que seria melhor se, sei que poderia se

Mas não sou, e não sou porque nunca quis ser nada

 

Tão nova e mal me consigo manter de pé

As doenças que tenho nas pernas sou eu a causa

A conformidade, sobriedade, e a loucura até

 

E por fim, depois de tanto tempo, estou farta

Estou farta de escorregar cair e dar com os cornos no chão

Se cair que pelo menos seja eu a me atirar ao chão!

 

 

 

 

28
Set09

Tormento

Sara Oriana

O tormento que me deixas-te dura e dura

Vivo lutando contra esta tormentosa tortura

Todos os dias me perco e me encontro

Não há um dia no qual não te ame ou não te odeie

Tento desenterrar tudo o que me enterraste cá dentro

Quando acho que finalmente te expurguei

Deparo-me tardiamente, que não passa de outra ilusão

Tu pareces estar-me infiltrado nas veias,

Parece que me envenenas-te com uma tremenda precisão

Um veneno que não me mata de todo,

Mas que me leva sempre a maior parte

Como não há mais nada, sou teimosa e sou forte

Levando assim ás costas um mundo bem pesado

Porque se não o agarrar, se não o segurar bem

Perco tudo, e a razão também

25
Abr09

Se pudesse viver de lembranças

Sara Oriana

Se pudesse viver de lembranças vivia,

Perdia-me na minha mente, em mim

Apenas vivendo os doces momentos

Momentos esses em que existia...

 

Agora sou uma cascata sem fim,

Um fundo poço de tormentos

Castigando-me e lamentando-me assim

Lambendo todos os meus ferimentos

 

Mas dia após dia nada melhora

Desde o alvorecer ao entardecer

Sonho sem sonhar e vivo sem viver

 

Vou apodrecendo, não há nada, e tudo piora

Vou vivendo, esperando a minha melhora

Mas sem me iludir, porque disto não vou morrer

 

14
Abr09

Louca

Sara Oriana

Olho para o nada de mim, temendo a loucura

Temendo a tempestade que me vem assombrar

Temendo o nada que é a minha sepultura

E esta solidão que me está a matar

 

Dói-me tudo por dentro, nada fica, nada

Sonho com a noite que nunca mais vou acordar

Sinto-me endurecer, e não quero, estou aterrorizada

Consumo-me por não querer, nem conseguir chorar

 

E tu, ai, bem, andando, rindo, sonhando

 

Então pergunto porquê, grito, rasgo-me

E não há nada ninguém, que me veja

Tudo continua, tudo anda, e eu mato-me

O mundo ignora-me e eu acalmo-me

 

Não há alegria que anteveja

E eu, eu sou doida

Vou ficando meus queridos vou ficando

Uma pobre louca, no mundo, perdida

08
Abr09

Quem sou

Sara Oriana

Quem sou eu? Neste momento sou nada

Um reflexo no espelho banhado em lágrimas

Uma imagem, em mil pedaços partida

 

Quem sou eu? Nada, estou perdida nestas tramas

Perdida, só sinto dor, sou-a de todo

Desfiada, rasgada e embaraçada, tantas mágoas...

 

Quem sou eu? Ninguém, um coração partido

Moribunda, sem o estar, e isso revolta-me mais

Vazia de emoções, mas com a pior de todas bem no fundo

 

Quem sou eu? Tudo, sem ser nada demais

Vazia até ao tutano, Não há nada, ninguém

E eu quero, como tudo o que fui, desaparecer também

 

22
Mar08

Cega luta

Sara Oriana

Encontro-me sem saber para onde olhar,

Sabendo de antemão que tenho de lutar

O pior é que nem sei contra quê....

 

A minha determinação, espada leal

Desfaz-se na minha mão,

A minha segurança, escudo colosal

É levada pelo vento

E tu feres-me letalmente o coração

Cegamente...

 

Sinto-me impotente contra o mundo

E sento-me e faço a maior birra

 

Quero-te aqui, por um pouco

Que me abraces e leves para longe

Longe da tormenta que me consome

Que me consome não, que me devora

Que rasga tudo o que é pele e osso

Porque me recuso a voltar ao fundo do poço

 

E tu estás ai... porque olhas para longe? Eu estou aqui!

Estou a teu lado e vejo-te tão distante

Com mil e uma preocupações, e eu, apenas olho para ti...

Sempre há espera do meu momento, um instante

Rezando para que me voltes a ver

Porque, para esse outro mundo, não te quero perder...

02
Dez07

Paz sombria

Sara Oriana
Oh.. La estou eu de volta á minha areia
Ao meu sol quente e seco
Tão pacifico que até chateia
Deixando as ideias seguir
Matando as que me querem afligir

Sem um jardim, uma flor
Uma brisa abençoada
Com aquele cheiro e sabor
De uma criança embalada

Chamo pelos meus anjos, estou sozinha
Chamo-os calmamente, sinto-me pequenina
Uma espada na mão, um caminho incerto
Pelo menos tenho os pés no chão
E não estou perdida no deserto

Areia... qual areia e qual deserto
Um campo de batalha sim, é mais que certo
Estendida, ligeiramente ferida, mas não perdida
As nuvens vão desaparecendo
O sol raia, sem alegria, banha-me de paz
Esse anjo que agora é meu capataz
E assim a minha condição vou esquecendo

Qual capataz?! Qual anjo?!
É o sol, e sol é apenas isso
Um astro,  sem um unico desejo
Eu é que o faço trazer-me paz
Eu é que o transformo em alegria
Ou neste caso paz sombria

Porque em campo de batalha não reina alegria
Porque ele é o decadentismo da humanidade
É o podre, o mau, a morte
Só deixa sofrimento e saudade

Mas para mim, paz apenas
Sei la, sei apreciar coisas pequenas
Como o vento o sol a brisa
Mas não quero pensar
Quero olhar e ficar assim
Sem morrer, sem matar
Quero apreciar o começo do fim

E sem morrer, em pedra me transformo
Me uno á terra, sou parte dela
Humanidade? Não faço mais parte de decadentismo
A paz almejo, e a tenho, sombria mas abençoada
Não estou morta e não sou completamente pedra
Porque sinto a paz tão almejada
Não sou completamente humana
Pois não sinto mais nada

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