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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

01
Set16

Paredes

Sara Oriana

Mulher forte, mulher de garra, digo ser

Com tantas paredes e labirintos, que me consegui perder

E olho o mundo lá fora, com já tão pouco de mim

Vejo todos a fugir, todos a desaparecer enfim

 

E choro na minha prisão por mim erguida

Tento agarrar o pouco que aqui está ainda

Mas já está tudo de partida

E eu deixo tudo ir, destroçada

 

Porque me vêem assim tão imponente?

Sou apenas humana, tenho alma, sou gente

Luto pela vida como qualquer um de vós

 

Quero gritar pela ajuda que nunca vou ter

Quero fazer uma birra para que possa prender-vos

Mas não o farei, o orgulho comanda o meu ser.

 

17
Nov12

Coração itinerante

Sara Oriana

Porque gosto eu tanto de filmes tristes

Ou mesmo de romances?

De amores terríveis e belos

De pedaços de vida, de retalhos?

 

Porque amo eu histórias perdidas?

Amores que nunca irão durar?

Porque dou eu tudo por coisas

Que mais tarde ou mais cedo vou deixar?

 

A minha procura incessante,

Pela história, aquela que vou repetir

Que vezes sem conta irei repetir...

Coração itinerante, este o meu

 

Nunca se cansa nem irá cansar

Vive tanto de rir quanto de chorar

E no fim será para sempre o único

Que me ira beijar boa noite

E acompanhar-me até à morte

 

24
Out12

Nós já tivemos vários D. Sebastiões

Sara Oriana

Falta-me poetas e inspirações

O tempo faz-me sentir vazia

O mundo arde em emoções

E eu aqui fico, pasma e esquecida

 

Já não me revolto, não por falta de razões

Mas por razões a mais

Os altos perdem-se em perdões

Os baixos perdem as razões

 

Eu paro olho e calo, e eu que aclamava

O meu silencio, apesar de tudo não diz nada

Apenas observo, oiço as palavras soltas

E eu, a revoltada, fico pasmada

 

Anos de gente cega, e agora

Gente cega com a mania que vê

Preferia os zombies, aos agentes da revolta

Tal qual marionetas, o resto já se prevê

 

Que Deus nos salve do que está para vir

Heróis neste mundo, têm dois nomes

A memória partiu, fruto dos interesses

E eu que relembro, vejo tudo a cair

 

Nós já tivemos vários D. Sebastiões

Heróis da morte ou da cegueira

Quem tanto procura no meio do nevoeiro

Acaba por nem ver quem aclama com tanta fervura...

 

 

13
Mai12

Desculpa...

Sara Oriana

Desculpa, desculpa pela minha melancolia

Pelos altos e baixos, pelas minhas birras

Desculpa-me pelas preocupações

Pelos dias bons que se tornam maus,

Pelas conversas, pelos choros

 

Mas eu sou assim...

 

Desculpa não te ouvir, as vezes

De achar que estou sempre certa

E que sou dona de mim mesma

Desculpa-me as palavras venenosas

que te magoam e afastam

 

Mas eu sou assim...

 

Desculpa-me mas serei sempre assim

Posso pensar posso tentar reflectir

Posso tentar não te magoar, e ate conseguir

Mas haverá sempre um momento

Momento esse que vou gritar e chorar

Que vou apontar o dedo e desabafar

 

Mas por muito magoada triste ou embirrativa

De ti só quero uma coisa, que me abraces e beijes

Que te lembres que é tudo saudades que é tudo birra

Que são tudo manias e criancices,

E que é tudo porque te amo

06
Abr12

A ti que que nunca te escrevi...

Sara Oriana

A ti que que nunca te escrevi...

Não sei porquê, talvez nunca tanto senti

Talvez as palavras traíram-me ou fugiram de mim

Talvez pensei que tudo já tinha sido dito

Talvez tive medo que visses, Talvez tive medo do fim

 

Talvez estava a espera das palavras certas

Talvez de uma obra prima,

Ou achei que a minha poesia não era digna

 

Mas não é desculpa, não é desculpa a minha poesia não ser digna

Ela é como eu, ela é simples, ela é sentida, ela é desarrumada

Ela é tanto doce como amarga, ela é o esboço do que poderia ser

Ela é sonhos e amores e desamores, ela é sentimentos,

Ela é incompleta e de alguém que não é poeta

Ela é confusa, ela não é pensada, nem reescrita

As vezes rima outras não, as vezes tem forma outras não

 

Mas acho que não, Sei que não

Nunca quis proferir as palavras porque doeria demais

Doeria demais não as ouvir de volta,

Nunca quis escrever por medo de sentir

Por medo de me perder, por medo de me esquecer

 

E tu, tu que lidas com este emaranhado de mim

E me acalmas e sem dizer nada dizes que está tudo bem

Que não vai acontecer nada que vai tudo correr bem

 

E no entanto eu não quero falar, não quero escrever

Não te quero dizer, nem te quero escrever

Somente falei de ti em poemas, escrevi-te antes de tudo

Mas depois, depois de te ter comigo, faltou-me a coragem

A coragem para me entregar, a coragem para te amar

 

Por isso hoje escrevo-te, somente para te dizer

Se ainda não for tarde demais, que te amo,

Que sou tua de uma maneira que nunca fui de ninguém

E que todas as vezes que ralhei foi por saudade

Todas... Incluindo as que bati o pé, e que virei costas

Todas as vezes que não disse o que sentia,

Era porque não queria que me visses fraca... que me visses humana

 

E por tudo isto peço desculpa, porque ninguém tem mais direito ás minhas palavras

Ninguém tem mais direito as minhas lágrimas e as minhas gargalhadas

Ninguém tem mais direito ao meu coração, e de ver a minha alma

Ninguém

 

 

 

 

 

 

11
Fev11

Mas

Sara Oriana

Deixem-me ser a brisa que passa,

Deixem-me voar no meu mundo

Deixem-me sonhar na minha alma

Deixem-me consumir tudo

 

Deixem soar o silencio no ar

Deixem que me perca uma vez

Deixem a tempestade soar

Deixem que eu a sinta de vez

 

Deixem-me mas...

 

Desagarrem-me antes do mundo

Desagarrem-me da gente

Desagarrem-me do que é terreno

Desagarrem-me do existente

 

Desagarrem as folhas na chuva

Desagarrem a matéria de mim

Desagarrem o medo da bruma

Desagarrem tudo por fim

 

Desagarrem-me mas...

22
Dez10

Jovem revolucionária demente

Sara Oriana

O mundo perde-se em inimigos comuns

O ter de salvar os pobres dos banqueiros

Ficção cientifica ou jornais e noticias

E eu que repugno e as sei mentiras

Sou jovem, por isso não me ouçam

 

Eu leio e vejo o tóxico e estupidificado

Mundo, esse tão calmo e conformado

Pobre da retórica que já está tão usada

Que nenhuma alma a compreende

Digo-o porque sou uma jovem demente

 

E dessas palavras complicadas mas comuns

Não ouço nada, ou de conteúdo não há nada

Mas haja pedras debaixo dos nossos pés

Mas dessas não se ouve palavra, só dos cravos

Jovem revolucionaria, anarquista, xoné

 

Descrê-se pessoas com palavras desconhecidas

Inventam-se outras, porque somos grandes artistas

Em vez de pedras, cantigas e cartazes nas mãos

Ser-se civilizado com gente merdosa e astuta

Mas ela é só uma jovem louca...tadita...

 

E eu pergunto-vos grandiosos portugueses

Nos seus belos corcéis alugados, quem sois vós?

Porque chafurdais, e de baixo olhais a merda?

13
Dez10

Cobarde

Sara Oriana

O mundo pede-me que me deixe levar

Que entre na rotina, Que me deixe entusiasmar

Pede-me coisas reversas e controversas

E eu vou-me perdendo na minha insanidade

 

E algo me sunsurra, corre, luta, vive

Mas como serei eu capaz de viver

Se viverei no meio de tanta gente morta?

 

Algo me sunsurra ainda, Tu és capaz

Mas eu não oiço não por não querer

Nem por não saber, mas porque estou farta

 

Quero realmente deixar-me levar, lutar

Sonhar mais alto que o resto do mundo

Quero mudar, ser eu a viver, a sentir

Mas sonho tanto, que fico a dormir

 

Berro a Deus, aos Anjos, e nada

Sinto-me acabada cobarde, quero mudar

Mas na minha cobardia minto e digo k não sei como

Ou prometo que o vou fazer aos poucos

E nada, Ando aqui que nem uma condenada

Pequena de mim, e de nós que aos outros apontamos

E nem ao espelho somos capazes de nos olhar

15
Set10

Danças de amantes

Sara Oriana

Relações amorosas... não passam de danças

Danças que nos envolvem, que nos tomam

Que nos agarram e nos enchem de esperanças

E que nos fazem parar e dizer " mais não"

 

É nas pausas da melodia que reparamos

Quando as pessoas se olham finalmente

Que esse não é um sim para sempre

Uma doença, uma melodia mais intensa

 

Dança dos loucos esta, uma que magoa

Mas que nos deixa sempre sorridentes

uma em que magoamos, sendo perdoados

A razão abandona-nos, voltando à infância

 

Uma que nos faz prometer sem cumprir

Uma que nos faz pedir promessas dessas

Que nos acaricia, e que nos manda ao chão

Que nos agarra e nos perde, sem nos partir

 

E nós humanos, adoramos mentiras destas

Verdades com dois lados, um coração nas mãos

Enrolamo-nos e criamos uma vida assim

Cheia de vivencias, de altos e baixos

 

Berros e carícias, sonhos e saídas... enfim

Amantes, esses que os poetas viam como anjos

Esses que os escritores almejavam ser por fim

Esta a perfeição imperfeita dos humanos

 

Essa que se assim não fosse, nada seria

Seria simplesmente uma triste àgua parada

Por isso deixem-me dançar, até não haver mais nada

Deixem-me até que morra, até que nada sobre, até que fique parada.

14
Mai10

Olhei-te

Sara Oriana

Um dia olhei-te, e de tão simples que eras, olhei-te uma segunda vez.

Foste-me indiferente sem o teres sido alguma vez.

Falaram-me de ti sem saber quem tu eras.

Falei de ti sem saber quem tu eras.

E na minha ignorância inocente achei-te novamente insignificante

Conheci-te por fim, sem me lembrar de ti, ri-me contigo, brinquei contigo, e preguei-te um estalo, em tudo isto não sofri nenhum abalo.

Mostrou-me então o lápis o caminho, eu não percebi, e achei piada.

Olhei-te por fim então, ficando encantada.

Mais tarde soube quem eras, todas as belas coincidências insanas, simplesmente sorri, abracei-te e fui por ti embalada

 

Amo-te

 

 

 

 

 

 

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