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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

01
Set16

Paredes

Sara Oriana

Mulher forte, mulher de garra, digo ser

Com tantas paredes e labirintos, que me consegui perder

E olho o mundo lá fora, com já tão pouco de mim

Vejo todos a fugir, todos a desaparecer enfim

 

E choro na minha prisão por mim erguida

Tento agarrar o pouco que aqui está ainda

Mas já está tudo de partida

E eu deixo tudo ir, destroçada

 

Porque me vêem assim tão imponente?

Sou apenas humana, tenho alma, sou gente

Luto pela vida como qualquer um de vós

 

Quero gritar pela ajuda que nunca vou ter

Quero fazer uma birra para que possa prender-vos

Mas não o farei, o orgulho comanda o meu ser.

 

26
Jan16

Beijo

Sara Oriana

Olho-te, o meu coração pára por um momento,

O tempo deixa de ser tempo, os teus olhos

Gigantes castanhos prendem-me, estás perto

Sinto a tua respiração, disparam-me os sentidos

 

A tua mão pega-me cuidadosamente na face

Os meus lábios abrem-se num sorriso leve

Tu aproximas-te, os teus lábios tocam-me

Na bochecha, timidamente

Carinhosamente, eu beijo-te

 

E o tempo pára, o mundo pára,

O meu coração dispára

A pele arrepia-se, transformo-me em calor

Desejo, Um carinho, verdadeiro amor

Sinto cada toque cada carícia

 

Puxas-me para ti pela anca

Passo a mão nos teus cabelos,

Que isto não páre nunca!

Fogo, Desejo, Amor,

Tornamo-nos.

 

 

 

04
Jan16

Criança Escondida

Sara Oriana

Caminho, criança, num mundo de adultos

Para mim ainda é tudo a brincar, digo

Mas os olhares caem sobre mim, maduros

E eu sorrio e caminho, não há perigo

 

Mas o tempo trás peso e culpa

E eu cada vez mais fico sem desculpa

Olham-me severamente, e eu estremeço

Deixem-me estar! É tudo o que peço!

 

Mas a persistência do mundo devora-me

Vou-me transformando numa farsa

E brinco que sou o que não sou, perco-me

Riu, Grito, Choro dentro de uma carapaça

 

Envolvo-me na intricada teia do mundo

Do que deve ser e do que é suposto ser

Brinco aos grandes, ponho saltos altos e tudo

Esqueço-me do que sou, dói-me o ser

 

Conformo-me aos quadrados, mas não o sou

As obrigações, as suposições fazem-me tremer

Já ninguém me conhece, nem me consegue ver

Na minha suposta liberdade, emaranhada estou

 

Quero fugir, quero desaparecer, e tudo largar

Quero pintar voltar a sonhar e voltar a viver

Quero o meu tempo de volta, o meu sonhar

Quero me a mim, de volta, antes de perecer

15
Set10

Danças de amantes

Sara Oriana

Relações amorosas... não passam de danças

Danças que nos envolvem, que nos tomam

Que nos agarram e nos enchem de esperanças

E que nos fazem parar e dizer " mais não"

 

É nas pausas da melodia que reparamos

Quando as pessoas se olham finalmente

Que esse não é um sim para sempre

Uma doença, uma melodia mais intensa

 

Dança dos loucos esta, uma que magoa

Mas que nos deixa sempre sorridentes

uma em que magoamos, sendo perdoados

A razão abandona-nos, voltando à infância

 

Uma que nos faz prometer sem cumprir

Uma que nos faz pedir promessas dessas

Que nos acaricia, e que nos manda ao chão

Que nos agarra e nos perde, sem nos partir

 

E nós humanos, adoramos mentiras destas

Verdades com dois lados, um coração nas mãos

Enrolamo-nos e criamos uma vida assim

Cheia de vivencias, de altos e baixos

 

Berros e carícias, sonhos e saídas... enfim

Amantes, esses que os poetas viam como anjos

Esses que os escritores almejavam ser por fim

Esta a perfeição imperfeita dos humanos

 

Essa que se assim não fosse, nada seria

Seria simplesmente uma triste àgua parada

Por isso deixem-me dançar, até não haver mais nada

Deixem-me até que morra, até que nada sobre, até que fique parada.

14
Mai10

Olhei-te

Sara Oriana

Um dia olhei-te, e de tão simples que eras, olhei-te uma segunda vez.

Foste-me indiferente sem o teres sido alguma vez.

Falaram-me de ti sem saber quem tu eras.

Falei de ti sem saber quem tu eras.

E na minha ignorância inocente achei-te novamente insignificante

Conheci-te por fim, sem me lembrar de ti, ri-me contigo, brinquei contigo, e preguei-te um estalo, em tudo isto não sofri nenhum abalo.

Mostrou-me então o lápis o caminho, eu não percebi, e achei piada.

Olhei-te por fim então, ficando encantada.

Mais tarde soube quem eras, todas as belas coincidências insanas, simplesmente sorri, abracei-te e fui por ti embalada

 

Amo-te

 

 

 

 

 

 

26
Mar10

sonho/pesadelo

Sara Oriana

Sou tão feliz quanto poderia ser triste

E de tão feliz, que esta me esconde e mente

Sou todos os dias anestesiada por esse amor

E esse amor mente-me e diz, acabou-se a dor

 

Mas eu, bem no fundo, sei que não

Sei que nas noites mais negras e escuras

Quando a paixão se acalma, e vem a solidão

Assombrar-me-ão essas dores esquecidas

 

Não haverá lagrimas, não haverá gemidos

Somente a ausência de luz e o silencio

Adormecerei então embalada pelos pesadelos

 

Acordarei mais tarde, de novo para um sonho

Beijar-me-às a testa e a boca, voltará a paixão

Serei então eu, feliz, levando a mim e a ti pela mão

27
Jan10

Mundo nosso

Sara Oriana

És o ar que me passa pelos pulmões

Que me alimenta o sangue,

Esse que me pulsa nas veias

E que leva ás minhas pulsações

 

E sabe tão bem o teu toque

Sabem tão bem as tuas caricias

Devolves-te-me o que achava perdido

Fizes-te das minhas trevas, um paraiso

 

O meu cavaleiro negro, o meu, só meu

Envolveste-me numas doces brumas

Essas que dão uso á minha luz

 

Não passas tu sem a minha luz,

Como eu sem essas trevas

Que belo sonho este, que é tão meu e teu

25
Nov09

Farta

Sara Oriana

Eu sou uma alma perdida, um sonho esquecido

A mais terrível ferida, que a dor pensa ter perecido

Eu sou um veneno que reina a terra, o breu no mundo

Eu sou um buraco negro, que de tão grande já não tem fundo

 

Eu sou o medo, eu sou a fraqueza, eu sou humana

E de tão humana, chego a ser verme, a ser lama

Mas sei que seria melhor se, sei que poderia se

Mas não sou, e não sou porque nunca quis ser nada

 

Tão nova e mal me consigo manter de pé

As doenças que tenho nas pernas sou eu a causa

A conformidade, sobriedade, e a loucura até

 

E por fim, depois de tanto tempo, estou farta

Estou farta de escorregar cair e dar com os cornos no chão

Se cair que pelo menos seja eu a me atirar ao chão!

 

 

 

 

09
Nov09

Cavaleiro Negro

Sara Oriana

Caminhava eu pela penumbra,

Sonhado, Lutando e Iluminando tudo

Quando fui atraída por um sorriso,

A esperança, admiração, entrega

 

Uma alma lutadora, que caia no breu

Tão torturada, tão arrasada,

Que de força lhe restava quase nada

Mas mesmo assim, almejava o céu

 

Meu cavaleiro negro, deixa-me abraçar-te

Deixa-me pegar-te e para longe levar-te

Curar-te cada ferida, cada dor, deixa-me amar-te

Olha-me como só tu me consegues olhar

Acarinha-me e ama-me dessa mesma forma

Nunca foi tão doce sonhar

 

Meu cavaleiro negro, acompanha-me,

Agarra-me, leva-me contigo, ajuda-me

Dá-me um lugar seguro que não seja feito de aço

Que não me esfrie a alma, Dá-me um que me aqueça

Que me acarinhe, que me pertença

 

Salva-me da minha frieza, da minha sobriedade

Ensina-me a sonhar a acreditar, ensina-me a amar

E fica assim comigo, agarrado a mim

Perdendo-nos um no outro enfim

 

 

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