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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

26
Jan16

Beijo

Sara Oriana

Olho-te, o meu coração pára por um momento,

O tempo deixa de ser tempo, os teus olhos

Gigantes castanhos prendem-me, estás perto

Sinto a tua respiração, disparam-me os sentidos

 

A tua mão pega-me cuidadosamente na face

Os meus lábios abrem-se num sorriso leve

Tu aproximas-te, os teus lábios tocam-me

Na bochecha, timidamente

Carinhosamente, eu beijo-te

 

E o tempo pára, o mundo pára,

O meu coração dispára

A pele arrepia-se, transformo-me em calor

Desejo, Um carinho, verdadeiro amor

Sinto cada toque cada carícia

 

Puxas-me para ti pela anca

Passo a mão nos teus cabelos,

Que isto não páre nunca!

Fogo, Desejo, Amor,

Tornamo-nos.

 

 

 

22
Mar09

Palavras doces da saudade

Sara Oriana

Em mim, as tuas palavras são como mel,

Brilhantes e doces gotas que me aquecem,

Quando tudo o resto é um começo de vida,

Tu és a minha vida toda, e a outra parte de minha alma

 

Parece que já lá foi uma eternidade contigo

Mas, no entanto, continua a cede de te ter por outra maior

Por vezes a saudade aperta, por não te ter aqui comigo

Sim, tu, minha alma, não me canso de te dizer o quanto te amo

E até isso parece pequeno, tão pequeno ao pé do que sinto

 

E por muito longe, por muito além que estejas,

Não há nada que não sinta a tua falta,

Se não for  a musica, é o silencio,

Se não forem os paços, é a sua ausência,

Se não for o estalo da madeira, é a sua inércia,

Se não for a tua marca num copo, é o seu brilho,

Se não for a luz que entra pela janela, é a escuridão

Se não for o pingar de uma torneira, é a chuva lá fora

Se não for o caos, é a ordem a mais...

 

Esta tua ausência, é tão maldita e bendita

Tanto pela saudade, quanto pela sua percepção

Tanto pelo amor, como pelo sentimento de ser tão real

Que de uma solitária rapariga, se fez alguém que acredita

Do meu coração de pedra, se fez algodão,

Do meu mundo feliz, um triste ideal

 

Pois nada, nem a imaginação mais inventiva

Consegue chegar ao que é tocar-te

Nem o ideal mais perfeito

Consegue chegar ao que é beijar-te

Nem a pura felicidade

Alguma vez o sobe, nem chegará jamais a saber.

 

 

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