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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

31
Mar09

No meio dos estilhaços

Sara Oriana

Perco-me mas acho-me no meio destes estilhaços

Descubro-me, Cresço, Aprendo, Acarinho-me

E Quero tornar tudo isto produtivo, apanhando os bocados

Aprendendo realmente a amar-me

 

Dos pedaços faço uma obra de arte

Eu mesma, com um coração bem maior

E de tudo faço para abrir a minha mente

Acarinho e recupero o meu interior

 

Sei que vai custar, que vai demorar

Mas Deus é grande e em tudo nos traz uma lição

Nem que isso seja, curar um partido coração

28
Mar09

Ira

Sara Oriana

Revolta, Raiva, perco-me na minha ira

Solto em mim quem fui, Agarro aquilo que sou

Destruo cada partícula, cada ilusão, ponho-te na mira

E disparo, sem remorsos, Tentando acabar com o que me restou

 

Tanto tempo perdido, fui usada, enganada

Iludida por um amor, que não era nada

Rastejei, supliquei, perdi e me achei

Cegueira maldita que me tomou, pensei

 

Agora sou nada, sou carcaça envelhecida

Coração partido, cadáver decomposto

Na minha loucura estou por fim perdida,

Na ira também, com muito gosto

 

Estou a cair eu sei, mas hoje rio-me, Rio-me

Como em épocas passadas, o que não nos mata, torna-nos mais fortes

E hoje caio com prazer, hoje com gosto perco-me

Não vejo o fundo do abismo, mas sei que depois viram dias quentes

 

E eu vencerei como sempre venci,

Amarei como sempre amei

E tu verás que o que perdi

Foi bem menos do que ganhei

28
Mar09

Mendiga

Sara Oriana

Tornei-me uma mendiga,

Imploro-te o mundo, mendigo-te que voltes,

Mas nada, passas por mim e já nem me vez,

Dás-me as desculpas de quem não dá nada,

E eu? Eu ainda te beijo os pés

 

Som uma sombra de mim mesma,

Ainda me lembro quando era forte,

Quando lutava como quem a vida ama

Mas agora? Estou nas mãos da sorte

 

Choro pelo que me tornei, Choro!

Antes ria-me do meu mundo a cair

Agarrava pelos cornos o touro

E enquanto caia, estava-me a rir

 

Agora?Mendigo, Rastejo, Imploro

Não aguento que me mandes assim embora

Tu sabes o quanto te adoro

O quanto te amo, e como ainda não está na hora

 

Quem sou eu? O meu antigo eu rir-se-ia de mim

Chamar-me ia idiota, desdenharia, gozar-me-ia

Já não sei se antes era louca, ou se enlouqueci agora assim

Mas já não acredito em nada, como nisto não acreditaria

 

A vida dá voltas, e eu que nunca achei que me rebaixaria

Estou aqui no chão, sem vontade de reagir,

Jamais calculei o quanto te amaria

Jamais pensei ver-te partir

 

E mesmo sabendo tudo isto, o quão ridícula estou a ser

Continuo a rastejar, porque não suporto a ideia de te perder

27
Mar09

Espera

Sara Oriana

Estou quieta calada,

O nevoeiro à minha volta consome-me

E eu, deixo-me consumir

 

Não sinto que seja nada,

Sei mas não quero saber como me sinto

E vou-me deixando ir

 

Vou tento pena de mim mesma

Sou nada, não sou ninguém

Quero tanto desaparecer, perder-me

 

No entanto, fico aqui quieta

Silenciosa também

Sem palavras, tento esquecer-me

 

Esqueço o que sou, o que quis ser

Esqueço que existo, que tenho uma vida

Quero desaparecer, por entre este terrível nevoeiro

 

Mas nada esqueço, continuo também a crer

E cada vez me sinto mais perdida

Vou-me destruindo, e aqui espero

27
Mar09

Nestes momentos

Sara Oriana

Nestes momentos em que o nó na garganta aperta

O mundo, por muito brilhante, nos parece cinzento,

Quando a dor que sentimos, a cada momento nos esgota

Quando nos olhamos ao espelho e não vemos ninguém

Quando queremos que tudo á nossa volta partilhe o nosso sofrimento

Querendo destruir, aniquilar tudo, só para que nos sintamos bem,

 

E as lágrimas prendem, porque não querem sair

Ou porque não queremos que elas saiam,

Arrumamos tudo aquilo que queremos ver a cair

Só para dizermos a ninguém que estamos bem

E apenas rezamos para que com tudo não percamos a razão

 

Qual razão, nunca se sabe, apenas que não queremos piorar

Sabendo que é apenas o inicio, que nada vai melhorar

Vamo-nos atirar para o abismo e queremos permanecer calmos

Porque bem no fundo sabemos que não há outra opção

Sabemos que é necessário morrer para renascer

Mas nós nem preparados estamos...

Desesperamos perante qualquer conformação

È demasiado cedo para perder, tentamo-nos convencer

 

Mas nada, não há um único sinal que nos diga o contrário

E choramos, desesperamos, rastejamos, porque não queremos andar

Queremos esperar que nos venham salvar

Mas nada há para além de um grande abismo, estamos no silencio

Não há vento, apenas erva morta, devastação desastre

Somos uma humana catástrofe,

 

E depois? Depois vem a revolta... Queremos destruir

Destruir as ervas e os troncos mortos, o ar que não se mexe

A tristeza que nos está por dentro, tudo vale, para o abismo não ir

Perguntamos ao céu mil vezes o porquê, nada responde

Começamos a destruir-nos a nós, nada há para além disso

Apenas queremos aliviar a dor, e para isso fazemos tudo o que for preciso

Imploramos, rastejamos, choramos o que somos, o que não somos

E no fim, depois de tanto esforço, sabemos que estamos perdidos...

 

 

 

25
Mar09

Cai

Sara Oriana

Cai, Cai e ainda estou a cair,

Afogando-me no meu próprio silencio,

No falso sorrir,

No meu amargo sofrimento.

E nada me agarra e me salva

Nada me leva

 

Como ousas, como ousas

E de cada palavra que escrevo

Mais pesadas se tornam as lágrimas

Aquelas que sangram do meu peito

E que eu contenho com tanta força

Que tudo o que me resta

É esperar que o tempo passe depressa.

 

Choro palavras pesadas, fúnebres

Choro aquilo que não quero chorar

Choro, sem mais nada esperar

Mantenho longe os desejos

Mantenho longe as lembranças

Todas as esperanças

Mantenho longe os teus beijos

Mantenho-me longe de mim

E por agora, ficarei assim

22
Mar09

Navego

Sara Oriana

Deus, que partidas pregas tu a minha alma?

Que já nem sei o que sei nem o que quero saber

Sei que navego por águas estranhas, sem o serem

De repente tanta calma?

Oh, bom agoiro não pode ser,

E eu cá ando, velejando.

 

Vou amando vou amando,

Nada faço, há muito que me deixei de guerrilhas

E quanto mais olho para a água que me vai guiando

Mais me agarro ao mastro e as velas.

 

Vou vendo o barco cada vez mais pequenino,

E a água? Mil cadáveres com olhos brilhantes

E este nevoeiro que não passa, e se aparece um remoinho?

Arrastar-me-ão com eles, eu sei, talvez me salve antes

 

O mastro vai ficando também estreito, escapa-me

E eu, eu vou agarrando-me como posso,

Mas os mortos vivos chamam-me

Acabarei engolida pelo meu foço.

22
Mar09

Palavras doces da saudade

Sara Oriana

Em mim, as tuas palavras são como mel,

Brilhantes e doces gotas que me aquecem,

Quando tudo o resto é um começo de vida,

Tu és a minha vida toda, e a outra parte de minha alma

 

Parece que já lá foi uma eternidade contigo

Mas, no entanto, continua a cede de te ter por outra maior

Por vezes a saudade aperta, por não te ter aqui comigo

Sim, tu, minha alma, não me canso de te dizer o quanto te amo

E até isso parece pequeno, tão pequeno ao pé do que sinto

 

E por muito longe, por muito além que estejas,

Não há nada que não sinta a tua falta,

Se não for  a musica, é o silencio,

Se não forem os paços, é a sua ausência,

Se não for o estalo da madeira, é a sua inércia,

Se não for a tua marca num copo, é o seu brilho,

Se não for a luz que entra pela janela, é a escuridão

Se não for o pingar de uma torneira, é a chuva lá fora

Se não for o caos, é a ordem a mais...

 

Esta tua ausência, é tão maldita e bendita

Tanto pela saudade, quanto pela sua percepção

Tanto pelo amor, como pelo sentimento de ser tão real

Que de uma solitária rapariga, se fez alguém que acredita

Do meu coração de pedra, se fez algodão,

Do meu mundo feliz, um triste ideal

 

Pois nada, nem a imaginação mais inventiva

Consegue chegar ao que é tocar-te

Nem o ideal mais perfeito

Consegue chegar ao que é beijar-te

Nem a pura felicidade

Alguma vez o sobe, nem chegará jamais a saber.

 

 

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