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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

12
Jun08

Rapunzel

Sara Oriana

Cá ando eu, falando de areia e pedras,

De desertos em que nunca estive

Da solidão que sinto e de onde me saem as palavras

Dizendo que não sei rir, mas rindo-me do mundo...

 

Pobre criança mimada, pobre criança que nunca o foi,

Pobre da criança que pouco correu pelas ruas,

Que nunca se magoou nunca caio, pobre da criança...

Que viveu por entre palácios de cristal e tabus constantes

Em que nada mais existia para além de princesas em torres

Sereias e também guerreiras, sozinhas, lutando apenas lutando...

 

Quem me julga por não me habituar nunca à realidade?

Quem me julga por ser assim, melancólica, vazia?

Quem me julga por me rir de tudo, todos e de mim?

Quem me julga por não sentir saudade

Quem me julga por ser assim?

 

Ninguém porque não há ninguém que o veja,

Porque também não há quem seja mais feliz

Porque eu nunca soube o que é ter paz e ser petiz

E a minha força, há muita gente que a deseja,

Porque nunca aprendeu a ser um todo, ser sozinha

 

E eu o sou, todos os dias e cada vez mais

Vivo na consciência que o mundo vive cego,

Ninguém vê nada para além de batalhas ganhas

Ninguém aprendeu a cair, a enfrentar o perigo

Apenas a aclamar façanhas

 

E eu? Eu sou Rapunzel observando da minha torre

Esperando, o nada que há de vir,

Vivo sonhando, Vivo amando o que o meu olhar acolhe,

Esperando um dia, partir.

10
Jun08

Peregrina

Sara Oriana

Eterna peregrina, caminho no meu deserto

Procuro sem cessar pela paz que não quero

E quando pareço estar mais perto

Cai-me tudo das mãos, por falta de perícia

Ou sei lá, falha do instinto...

Medo que me atormenta de todas as vezes que caí

E aquilo que não era fumo, por falta de crença nisso se torna...

 

Mas nada me derrota, nada me para, apenas transtorna

E com mil e uma feridas, ando sempre de pé

Caminho sobre areia,

E no fim, sou sempre eu, e no fundo nada me arrelia

Porque eu escolhi assim,

E na calma do meu ser agitado

Vou sempre andando... 

08
Jun08

Caminho

Sara Oriana

Cá ando, dia após dia, noite após noite

Vivendo um mar de emoções,

Cansada do que foi perder-te

Talvez já não há choros,

Secam-me as lágrimas aos poucos

 

Mas procuro-te todos os dias

Vejo-te mil vezes mais

Pergunto-me o que dizer querias

Invento momentos inrreais,

Imagino, o que não pode ser...

 

E no fim... no fim não há nada

Por muito que espere, não te vejo

Por muito que desespere, não tenho o que desejo

Peço, imploro aos céus, só um olhar só mais um

 

Nada, e assim pereço

Não me riu da mesma maneira,

Não sou nada do que era

Perco-me mil vezes, para voltar a ser eu

Mas de cada vez sou menos,

Os outros perco-os aos poucos

Cada vez tou mais preocupada

E cada vez mais perdida...

 

Ninguém me pode ajudar

E eu, sinto-me fraquejar...

 

E cá caminho, sem vontade de caminhar

Com a minha cabeça a pregar-me partidas

A tentar estancar as minhas feridas,

Apenas para poder voltar a viver, voltar a sonhar...

 

 

 

05
Jun08

Hoje

Sara Oriana

perdi-me... perdi-me por ai,

nem as letras já fazem sentido,

nem o céu nem o chão,

mais um coração partido...

 

mas...

 

Não!!!!!

 

Falem-me, falem-me

olhem-me porque sim,

Riam-se para mim, batam palmas

Hoje é dia! hoje é dia!

Batam palmas! batam palmas!

 

Porquê?...

porque hoje não existo... não existo

e eu, mesmo não existindo gosto de ser notada,

por isso façam-me sentir actriz da minha peça!

 

Uma peça...

Não há nada mais maravilhoso

do que enfrentar daquela forma o mundo,

e quando tudo sucede bem, grande sorriso disperto

Grande felicidade, grande orgulho, grande ego!!

Isso ninguém me tira! Isso ninguém me tira

Batam palmas! batam palmas!

 

E por isso, hoje, por entre a tristeza estou feliz

Hoje... hoje...

 

03
Jun08

Calmaria

Sara Oriana

Cá me afundo, afundo em mim mesma,

Afundo-me na minha vida, que me dá tudo

E como em tantas outras, tira de seguida...

 

As rimas não existem,

Porque me parecem ridiculas neste momento

Estou calma, tão calma que me deixo arrastar no velório que é meu

Não existe mais nada, a não ser eu, eu e a minha melancolia.

 

Não choro, estou demasiado calma para isso, mas desvaneço

E quero-me puxar para cima, mas no fundo quero ir

Quero partir para nunca mais voltar...

Seria tudo tão mais facil, esquecer o mundo, esquecer-te a ti

 

De qualquer das formas ninguém repara...

Tenho que implorar por alguém que me oiça,

Porque sou forte, porque sou sempre forte,

E ninguém vê uma pessoa forte mal,

É como ver que mesmo para Aquelas pessoas,

O mundo não sorri, e a esperança vai-se...

 

E eu que sou a esperança dos outros?

A quem recorro para me dar esperança?

A mim... A ninguém

 

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