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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

30
Jan08

O trio

Sara Oriana
Que seria de mim....
Que seria de mim sim!
Não sei, valha-me, não sei...
Que seria de mim se o quê?
Não me lembro... não, não me lembro
Mas afinal de que me quero eu lembrar?
Só eu sobro, eu a consciencia
Ou a inconciencia...
Ai de mim, acudam-me!
Acordem! Acordem que eu perco-me!
Tenho um caminho recto á minha frente!
E se está lá alguma pedra? Ou uma encruzilhada?
Valha-me nossa! Ai ai... que trapalhada!

Oh minha nossa! Que disparate!
Nem vale a pena dar atenção
Morre! Enterra-te!

A união faz a força!
Têm esperança, tudo se resolverá
Lutando lá chegaremos, de espada em punho
Andando e Lutando pelo sonho!

Outra, olha para as tuas mãos, todas calejadas...
Guarda a espada, ela está só a tempestuar sem razão
Que grande disparate... Mas vocês não estão cansadas?

Cansadas? Claro, já viste, nada, Nada me corre bem
O mundo abandonou-me olha para mim...

Irmã! Não sofras que lutaremos em conjunto!
Eu respeito o teu sentimento
Percebo a tua ansia, o teu desespero...

Ai mãe!
Serei a única que usa o cérebro?
Uma só pensa em esquartejar
A outra ou chora ou não para de rir...
Deixem-me mas é dormir!

Eu não tenho cérebro? Eu sou burra?
E se sou mesmo? E agora?
Ai irmã não te vás embora!
Dizes essas coisas e viras costas!
Que sorte a minha.... que sorte a minha!

Irmã, sente o vento, e o friu
Deixa, porque ela já partiu
Desfruta, do vento que te acalmará...
E tudo isso desaparecerá...

Mas que raio tu! Parece que nada te atinge!
Ninguém me percebe sou uma imcompreendida...
É tudo fingido, o mundo me finge!
Ai, estou perdida!
Eu estou viva percebes! Viva!
Não sou uma snob arrogante
Nem uma guerreira amante do vento!
Eu sinto tudo ao máximo, a tua paz é horrivel para mim!
Jamais seria feliz assim!
É o que sou! Bela e explosiva...

Então já lhe passou?

Está a divagar sobre o seu eu...
O que a faz feliz, o que lhe dá força...

Típico... Tens ai a tua moca?

Irmã... não sejamos violentas umas com as outras...
Sabes que são momentos que aquilo é passageiro...

Epah, dá-me-a lá

As tuas mãos de princesa ficariam recentidas irmã...
Espera até estares bem, sã
Ai ponderarás!

Oh irmã, é para o bem dela, ela está tão triste,
Dá-lhe o descanso que merece
É só para ela adormecer... Tu poderias meditar
Eu poderia ter a minha amada calma!
Oh mana, por favor... Não te custa...
E tu crias os teus principios... é sou para ela tirar umas férias...

Muito bem... Que assim seja
Mas ela vai voltar...

Que volte, que volte, quando voltar
Teremos tudo o que deseja....
29
Jan08

Cantando... Sunsurrando

Sara Oriana
Jazo por terra, oiço o bater do meu coração
Quem sou... O que sou...
Não há nada, não há ninguém
Nem me resta um pingo de razão
O mundo quase que me acabou
E a minha força também...

Fecho os olhos e cai-me uma última lágrima
Agora durmo, agora esqueço
Um dia acordarei, mas hoje pereço...

E canto para mim
Canto aquela cantiga do fim

"...Ás armas porque ninguém te pode vencer
Ás armas pois nada mais podes perder..."

Sunsurro... vou sunsurrando
Vou assim cantando...

"...A tua força é o teu ser
A tua força é determinação, só podes vencer..."

Mas apenas vejo um grande vazio
Onde está tudo o que partiu?

"...Ás armas, Ás armas, que es guerreira..."

Não quero pensar, não, nem mais um pensamento
Não há pior tormento, quero apenas cantar para mim
Relatar tudo assim
A minha cantiga, e o meu tormento...
28
Jan08

Criança

Sara Oriana
Uns olhinhos castanhos pestanudos
Espreitam pelo vidro
Uma risada, e sei que é ela...
Com os seus caracolinhos castanhos
E a sua carinha de boneca
Sorri, e salta a janela.

E saltita feliz pelo campo
Semeia este seu recanto
Ela ama-o, este mundo
Ama-o, e tem-no todo

Sou eu, sou eu, estou viva!
Grita! Euforica! Radiante
Oh... que felicidade contaguiante
A pureza dela é tão cativante

E eu sou ela também
Sou ela e grito de alegria
Grito de euforia
De pura loucura
E não ficará apenas pelo agora...
27
Jan08

Letras lágrimas

Sara Oriana
Agora entego-me às letras
Elas arrastam-me, sinto-as
Escorregam-me pelos dedos,
Pela caneta,e pelo papel

Hoje choro porque as mando fora
Elas estão-se a ir embora!
Um soluço, uma lágrima...
Uma dor profunda, lá vai mais uma!

Não, não,são minhas!
Quero tanto chorar, mas saem letras!
Doi-me o mundo, doi tanto...
Não as quero perder!
Mas por tanto as querer, as perco...
Quero-as por perto, mas vou esquecer
Vou esquecer, como se esquece das lágrimas,
Quem as quer relembrar?

Eu! Eu as quero!
E por isso choro,
Choro-as a todas!
27
Jan08

Silêncio

Sara Oriana
De olhos fechados escuto...
Estou parada, sou nada
Murmuro a minha música
Eu apenas me pergunto
Que melodia é essa...

Movo os lábios a medo
Sem saber  a melodia
Lábios grossos, rosa
Até a letra vou esquecendo

Que vazio sinto agora...
Nem a minha melodia...
Quando virá por fim a hora?

Vazio... e a que sorria?
Jaz dormindo, enfim!
E eu aqui fico, assim...
21
Jan08

A pintura de minha alma

Sara Oriana
A minha alma é mero esboço
Linhas do que fui, bases do que ei de ser
Mas uma coisa eu sei, que colorida ei de ser
Mais do que sou e do que alguma vez fui
Sou pintura de um grande artista
Mas não me confinarei a museus,
Não sou para ser espreitada
Tenho horror  a ser analisada
Não não... jámais farei parte de museu
Serei sim quadro de colecção privada,
Mas sem dono, nem que fique no abandono
Como se pernas tivesse e anda-se por onde quizesse

E que cores terei... cores mais belas que a própria cor
Luminosas e vivas, carregadas de força e vivacidade
Cores que por onde passarem, deixarão saudade
Mas serei tão abstrata,
Que quem me olhar de perto, mais confuso ficará
Mais fascinado e maravilhado
Oh... mas um quadro jamais será amado
Belo mas mais nada que decoração de parede
Mas que destino terá então
Este pobre que já nem têm coração...
20
Jan08

Pecadora insana

Sara Oriana

Se meu pecado é ser eu

Pobre de mim que pequei como nunca

A minha única pergunta

É qual direito é afinal meu...

 

Ora como se me importasse

Sou louca pobre de mim, sou louca

E como louca peco em sê-lo

Sou loucamente feliz, e mesmo que o mundo me julgasse

Pobre do mundo pois iria despresá-lo

O mundo quer ser triste

Deixá-lo ser

Mas sozinho porque eu estou contente

E por ele não quero sofrer

 

Canso-me das rimas, coitadas

Ai que não quero ter limites, que se lixem elas também

Quero rir como nunca, chorar como nunca,

Viver, simplesmente viver

 

Chamem-me louca, sou artista

E com génio de artista ninguém é certo

E grito de felicidade, pelo nada que é minha vida

Grito de felicidade pelo que sou, pois sinto-me grande

Sei lá grito porque grito, porque quero gritar

E quanto mais grito mais vontade tenho em fazê-lo

Mais feliz fico por tê-lo feito

 

E canto, grito, salto

Num mundo de pura euforia

Quero que o mundo sinta a minha alegria

Que me inveje por ser feliz

Que me inveje e diga, que a pobre não sabe o que diz

E não sei mesmo, pois não?

Sou louca, puramente louca, completamente passada

 

E tu que me olhas pasmado

Volta para os confins do passado

Não quero saber de ti porque não me apetece

Chamem-me egoista chamem-me chanfrada

Chamem-me o que quiserem, pois sou-o tudo

Ou talvez nem seja nada, mas a verdade é que não me interessa

 

Opiniões? Levei a minha vida apoiada nisso

Mas hoje sou bem mais que isso

Perdoem a minha loucura, se não o fizerem quero lá saber

O que eu quero hoje é escrever

No estado mais puro que conseguir

Falando, Rodopiando na minha maluquice

Ter tudo o que não tive por mera borrice

 

Sou bela sei que o sou, tenho o que quiser

Apenas perco aquilo que nunca foi meu

Porque amor dá-se a todos e de todos se recebe

Porquê, não faço a mínima ideia

Eu não sou de ninguém e ninguém me pertence

 

Digam-me que não valho nada, que me quero rir

Por favor, digam-me isso, rir-me-ei como louca!

Insana, brutalmente insana me encontro

Falo com espelhos e paredes, comigo e comigo mesma

Faço um poema quase sem rimas, que escandalo

As letras correm-me nas veias, sobem-me á cabeça

Eu canto a cantiga que nunca cantei ,a minha cantiga

 

Ai ai... meu amigo e minha amiga

Contagiem-se pela minha insana loucura

Bebam dela, como água quando estão sedentos de sede

Pois embora doida, sou genial

E por isso, o meu saber não vos fará mal...

 

 

20
Jan08

Feliz

Sara Oriana

Hoje? Hoje sou tão grande

Não quero de mais nada saber

Não mais nenhuma parede

Me consiguirá prender

 

Estou livre como nunca

Não quero saber de opiniões

Serei eu, grande e única

Porque apesar dos sermões

Estou viva, e quero mais que tudo viver

E se tiver que sofrer

Estou me nas tintas

 

E se contigo me pintas

Desengana-te meu amigo

Porque agora quero apenas estar comigo

 

E tu que me julgas e me insultas

Pobre coitado, tenho mesmo pena de ti

Nada apaga o que senti

Quando me lixei para condutas

Quando fiz o que quis

E se fui cabra, que tenha sido

Se fui pita, isso é comigo

 

Sou louca, sou feliz

Não paço de uma pequena petiz

 

18
Jan08

Moribunda

Sara Oriana
Sinto o coração apertado...
Parece que me tiraram tudo
Cada momento me sinto mais sozinha
Cada momento mais pequenina
Choro sem chorar
As lágrimas que teimão em ficar
Se de cupido não morri
Morro agora de amizade ferida
Já não basta o que já sofri
Agora sinto-me desamparada e perdida...

Continuo a lutar, mas mortalmente ferida
Eu sei que tenho gente á minha volta
Mas é cega esta alma sofrida
Rápido passarei de moribunda a morta...

Apenas sinto que meu exercito desertou
E eu mais nada sou

Meus anjos, que me vêm buscar
Contem-me histórias de grandes guerreiras
Cantem-me odes antes da morte me levar
Apenas quero ouvir coisas boas

No campo de batalha jazo moribunda
O sangue sai por todos os lados
Estou ferida nas costas de facada
E de frente por investida
Mas pior que isso, é a minha alma aos bocados
E pensar que um dia me julguei fadada...

Calem-se agora! Porra!
Estou farta de ser desgraçada!
Se tiver que morrer, que morra!
Mas de pé e com a mão na espada!
17
Jan08

A preparação

Sara Oriana
O sol começa a raiar pela janela
Eu estou de frente para ela
Altiva e inexpressiva
A luz vermelha banha-me
Olhos brilhantes, Deus queira que sobreviva...

Hoje as feminidades abandonam-me
Enlaço os meus caraçóis numa trança
As nuvens laranja banham o céu
E antevejo a matança
Hoje reaverei o  que é meu...

Visto cota de malha, e armadura
Conheço-me a mim, e por isso estou segura
Porque nenhuma armadura vence uma batalha
É na arte da espada que tudo se talha

Hoje terei meu coração de volta
E se não o reaver, continuarei até morrer
Da mãe das sombras não tenho medo, pois sem ele já estou morta

Hoje serei una, e una serei para sempre

Dá-me força meu guia, que me sopras
Dá-me força minha mãe que das profundesas me sunsurras
Dá-me força meu pai, ilumina-me das sombras

Olho-me no espelho e vejo
Hoje não sou deusa pois desejo
Hoje sou nada mais que humana
E hoje serei heroína!

Com a rosa no peito desenhada
Sou mais que abençoada

As mãos suaves e pricinpenscas
Agora estão mais que calejadas
Hoje não me bambolei-o
Hoje marcho!

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