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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

12
Out17

Ai de mim que me arrependa

Sara Oriana

Tenho medo de dizer o teu nome ao meu coração

Porque tenho medo que possa ser outra ilusão

E adio a dor que te pertence e fujo dela como da vida

Morro mais um bocadinho e fico perdida

Tento ter controlo no mundo,

Limpo e arrumo de tudo

Como sabes bem que nunca faço

A não ser quando me despedaço

 

Tento dizer-me que estou melhor assim

E por vezes até acredito

Mas depois o vazio toma conta de mim

E a tua sombra dança pelo canto

 

Ai de mim que me arrependa digo

Porque não te posso mais ter comigo

De todas as escolhas 

Foste a única certa

 

 

 

 

12
Out17

Aquele tipo de pessoas

Sara Oriana

Gostava que nós fossemos aquele tipo de pessoas

Aquele que não consegue deixar de se falar

Depois de tudo cair, depois de tudo falhar

Aquele tipo que ás vezes desliza do nada

Aqueles que acham que é tudo uma estrada

 

Gostava que fossemos menos correctos

Que por vezes fizessemos coisas perdidos

Nos perdessemos por vezes no mundo

E no dia seguinte tivessemos o arrependimento

 

Nós não somos assim mas gostava, 

Gostava de te poder ver e poder falar

Sem que nos prendesse nada

Todas as palavras que não se dizem, do amar

Todas as coisas que deixamos ficar

Gostava que fossemos aquele tipo de pessoas

As quais diziamos não perceber

Que tudo faziam, maguando-se

E nos questionavamo-nos para quê assim ser

 

 

 

03
Set17

Para quê?

Sara Oriana

Qual tempestade maldita, tu,

E eu, e tu, e eu, e tu, e eu

História mal fadada, eu,

e tu e eu e tu e eu e tu

Odeio-te mais que o mundo, tu

e eu e tu e eu e tu e eu

Odeio os teus olhos cor de tudo, eu

e tu e eu e tu e eu e tu

O meu sorriso e a toda a dor, tu

e eu e tu e eu e tu e eu

Tu choras e eu adoro o sabor, eu

e tu e eu e tu e eu e tu

 

Queres-me sem me querer, tu

Como te atreves, tu

Porque choras, tu

Porque me beijas, tu

Porque me amas, tu

 

Porque te perdoo, eu

Porque te odeio, eu

Porque te amo, eu

Porque te quero, eu

Para quê?

 

 

03
Set17

Casa de bonecas

Sara Oriana

Quando me descobri em cinzas decidi

Que ia construir uma casa de bonecas

Que ter um marido, encaixado em todas as peças

E ele e eu íamos viver felizes, decidi

 

Tudo ia ser perfeito, ia ama-lo não demasiado

Ele a mim, o suficiente, sem nada tresloucado

O perfeito homem para a casa perfeita

Para a minha vida desfeita

Construi e casa, encontrei o homem,

Escolhi as cortinas e as rotinas

Tinha todos os meus ideais de o que é estar bem

 

Esqueci-me que, as cinzas era eu,

Que eu, nos meus ideais de bonecas

Não era uma boneca, e este sonho não era meu

 

Quando me vi dentro da casa descobri,

Que o brilho não esconde a sombra,

Que coisas bonitas e pessoas perfeitas

Não me transformam a mim nem à bruma


Então o homem perfeito, partiu-se ao meu toque

A casa mudou de cor a cada passada minha

A bruma partiu o perfeito e eu fiquei na rua sozinha

 

07
Jul17

Floresta

Sara Oriana

Existe uma floresta, no fundo do fundo,
De onde nascem as ilusões, e tudo o que é medo
Todos nós estamos lá, bem no meio da noite
E tapamos os olhos com as mãos, 
Como quem finge que não existe

Ocupa-mo-nos e criamos toda uma rede de nãos
Uma negação constante de tudo o que é
De toda a dor de todo o medo de toda a solidão
Estamos sem nada no meio do negro de tudo há mercê

Fingimos que não, e na nossa imaginação criamos egos
Criamos vícios, fugas e muralhas, tudo serve e tudo usamos
Criamos barreiras imaginárias, crenças de que somos únicos
Invejamos quem nos parece bem, e ajudamos quem mal nos parece

Por vezes quando o barulho da fuga pára e vêm o silencio
Conseguimos sentir o terror, a solidão, a dor, tudo estremece
E nesse momento, ou abrimos os olhos ou voltamos ao início
Mas ninguém consegue, verdadeiramente fugir do seu eu

Neste lugar, não há lugar para coragem, nem barreiras nem nada
somos crianças nuas, perdidas numa floresta cheia de monstros
Eles olham-nos nos olhos, toda uma raiva, dor, e malícia encarnada
A nós apenas nos resta lá ficar, e sentir e existir no meio dos medos

Talvez um dia, a noite será nossa amiga,
Talvez um dia, os monstros nos embalarão
Talvez um dia a floresta será a nossa casa
Mas os monstros monstruosos sempre serão

 

10
Fev17

Floresta Cerrada

Sara Oriana

Vagueio, perdida, nesta vasta floresta cerrada

Caminho descalça sem saber onde ou porquê

Não tenho rumo, nem casa, estou isolada

Não vejo o mundo, das brumas estou à mercê

 

Ando mas continuo parada, não compreendo

Quero sair daqui, mas não sei de lugar nenhum

Vejo o mundo a passar por mim, adormecido

Tento gritar, da minha boca não sai som algum

 

Tenho uma dor em mim, que de mim não tem nada

Sou eu sem ser, sinto a minha alma bem apertada

Há quem diga que sou alegre, mas isso é o mundo que diz

 

O vazio consome-me e eu aqui fico ancorada

Caminho meio oca mas sempre com um sorriso na cara

No fim ninguém sabe que tenho muito pouco de encantada 

01
Set16

Paredes

Sara Oriana

Mulher forte, mulher de garra, digo ser

Com tantas paredes e labirintos, que me consegui perder

E olho o mundo lá fora, com já tão pouco de mim

Vejo todos a fugir, todos a desaparecer enfim

 

E choro na minha prisão por mim erguida

Tento agarrar o pouco que aqui está ainda

Mas já está tudo de partida

E eu deixo tudo ir, destroçada

 

Porque me vêem assim tão imponente?

Sou apenas humana, tenho alma, sou gente

Luto pela vida como qualquer um de vós

 

Quero gritar pela ajuda que nunca vou ter

Quero fazer uma birra para que possa prender-vos

Mas não o farei, o orgulho comanda o meu ser.

 

18
Ago16

Estilhaços

Sara Oriana

Procuro-te pelo tempo e estilhaços,

Nada encontro onde te consiga reconhecer

Só memórias aos pedaços,

Nada existe onde te possa ver

 

Eu tinha o ódio e a raiva para me sustentar

A lengalenga que repeti eternamente

E talvez por isso sou hoje capaz de te perdoar

Mas era suposto abandonares-me o coração e a mente

 

Não tens o direito de ainda aqui estar,

Já passaram anos! Não me devias ainda assombrar 

Chegas e abalroas o meu mundo...

Tocas-me mesmo depois de tudo

 

Coração estúpido o meu que não aprende

Quase que acredito que hoje seria diferente,

Quase que peço à vida por mais uma chance

Mas o meu coração já não te pertence

Perdes-te-lhe o direito quando o escorraças-te

Quando o deixas-te à chuva e ao relento

Pode ser até somente o orgulho que me impede

Mas jamais voltarei a ser tua, Lamento.

 

10
Mar16

Desapareço...

Sara Oriana

Tu, belo e sereno, levando a vida

Com o teu transbordar de charme

Com o teu cigarro e a tua bebida

Como se o mundo teu fosse

 

E eu aqui já meio desaparecida

Quero virar mesas e partir pratos

Vês , apenas, como mais um dos meus prantos

E não vês, estás cego com o mundo do nada

 

E eu não viro os pratos nem as mesas,

Mas matuto, e se o fizesse?

E se virasse o mundo gritasse e chorasse?

Ver-me-ias? Aperceber-te-ias?


Serei eu o problema? Serei eu a falar demais

Serei eu a ser demais a sentir muito mais?

Dizes ser normal, tudo ser normal

Que com o tempo as coisas acalmam, não há mal

 

Serei demasiado dedicada? Estarei a sufocar-te?

Terei eu me desleixado? Terás tu te acomodado?

Milhares de perguntas que me atravessam a mente

Terão as palavras acabado? Desapareço...

 

26
Jan16

Beijo

Sara Oriana

Olho-te, o meu coração pára por um momento,

O tempo deixa de ser tempo, os teus olhos

Gigantes castanhos prendem-me, estás perto

Sinto a tua respiração, disparam-me os sentidos

 

A tua mão pega-me cuidadosamente na face

Os meus lábios abrem-se num sorriso leve

Tu aproximas-te, os teus lábios tocam-me

Na bochecha, timidamente

Carinhosamente, eu beijo-te

 

E o tempo pára, o mundo pára,

O meu coração dispára

A pele arrepia-se, transformo-me em calor

Desejo, Um carinho, verdadeiro amor

Sinto cada toque cada carícia

 

Puxas-me para ti pela anca

Passo a mão nos teus cabelos,

Que isto não páre nunca!

Fogo, Desejo, Amor,

Tornamo-nos.

 

 

 

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