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Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

Simples Poemas

Este blog é um local onde partilho os poemas que vou criando, faço-o por puro prazer e diversão. Posto um pouco de tudo, principalmente acerca de sentimentos, emoções e momentos.

01
Set16

Paredes

Sara Oriana

Mulher forte, mulher de garra, digo ser

Com tantas paredes e labirintos, que me consegui perder

E olho o mundo lá fora, com já tão pouco de mim

Vejo todos a fugir, todos a desaparecer enfim

 

E choro na minha prisão por mim erguida

Tento agarrar o pouco que aqui está ainda

Mas já está tudo de partida

E eu deixo tudo ir, destroçada

 

Porque me vêem assim tão imponente?

Sou apenas humana, tenho alma, sou gente

Luto pela vida como qualquer um de vós

 

Quero gritar pela ajuda que nunca vou ter

Quero fazer uma birra para que possa prender-vos

Mas não o farei, o orgulho comanda o meu ser.

 

18
Ago16

Estilhaços

Sara Oriana

Procuro-te pelo tempo e estilhaços,

Nada encontro onde te consiga reconhecer

Só memórias aos pedaços,

Nada existe onde te possa ver

 

Eu tinha o ódio e a raiva para me sustentar

A lengalenga que repeti eternamente

E talvez por isso sou hoje capaz de te perdoar

Mas era suposto abandonares-me o coração e a mente

 

Não tens o direito de ainda aqui estar,

Já passaram anos! Não me devias ainda assombrar 

Chegas e abalroas o meu mundo...

Tocas-me mesmo depois de tudo

 

Coração estúpido o meu que não aprende

Quase que acredito que hoje seria diferente,

Quase que peço à vida por mais uma chance

Mas o meu coração já não te pertence

Perdes-te-lhe o direito quando o escorraças-te

Quando o deixas-te à chuva e ao relento

Pode ser até somente o orgulho que me impede

Mas jamais voltarei a ser tua, Lamento.

 

10
Mar16

Desapareço...

Sara Oriana

Tu, belo e sereno, levando a vida

Com o teu transbordar de charme

Com o teu cigarro e a tua bebida

Como se o mundo teu fosse

 

E eu aqui já meio desaparecida

Quero virar mesas e partir pratos

Vês , apenas, como mais um dos meus prantos

E não vês, estás cego com o mundo do nada

 

E eu não viro os pratos nem as mesas,

Mas matuto, e se o fizesse?

E se virasse o mundo gritasse e chorasse?

Ver-me-ias? Aperceber-te-ias?


Serei eu o problema? Serei eu a falar demais

Serei eu a ser demais a sentir muito mais?

Dizes ser normal, tudo ser normal

Que com o tempo as coisas acalmam, não há mal

 

Serei demasiado dedicada? Estarei a sufocar-te?

Terei eu me desleixado? Terás tu te acomodado?

Milhares de perguntas que me atravessam a mente

Terão as palavras acabado? Desapareço...

 

26
Jan16

Beijo

Sara Oriana

Olho-te, o meu coração pára por um momento,

O tempo deixa de ser tempo, os teus olhos

Gigantes castanhos prendem-me, estás perto

Sinto a tua respiração, disparam-me os sentidos

 

A tua mão pega-me cuidadosamente na face

Os meus lábios abrem-se num sorriso leve

Tu aproximas-te, os teus lábios tocam-me

Na bochecha, timidamente

Carinhosamente, eu beijo-te

 

E o tempo pára, o mundo pára,

O meu coração dispára

A pele arrepia-se, transformo-me em calor

Desejo, Um carinho, verdadeiro amor

Sinto cada toque cada carícia

 

Puxas-me para ti pela anca

Passo a mão nos teus cabelos,

Que isto não páre nunca!

Fogo, Desejo, Amor,

Tornamo-nos.

 

 

 

04
Jan16

Criança Escondida

Sara Oriana

Caminho, criança, num mundo de adultos

Para mim ainda é tudo a brincar, digo

Mas os olhares caem sobre mim, maduros

E eu sorrio e caminho, não há perigo

 

Mas o tempo trás peso e culpa

E eu cada vez mais fico sem desculpa

Olham-me severamente, e eu estremeço

Deixem-me estar! É tudo o que peço!

 

Mas a persistência do mundo devora-me

Vou-me transformando numa farsa

E brinco que sou o que não sou, perco-me

Riu, Grito, Choro dentro de uma carapaça

 

Envolvo-me na intricada teia do mundo

Do que deve ser e do que é suposto ser

Brinco aos grandes, ponho saltos altos e tudo

Esqueço-me do que sou, dói-me o ser

 

Conformo-me aos quadrados, mas não o sou

As obrigações, as suposições fazem-me tremer

Já ninguém me conhece, nem me consegue ver

Na minha suposta liberdade, emaranhada estou

 

Quero fugir, quero desaparecer, e tudo largar

Quero pintar voltar a sonhar e voltar a viver

Quero o meu tempo de volta, o meu sonhar

Quero me a mim, de volta, antes de perecer

22
Dez15

Saudade

Sara Oriana

Eu, caminho lentamente acostumando-me 

A minha nova vida vai decorrendo

E fujo de algo por dentro

Algo que nada faz senão consumir-me

 

Tu sabes a lenga lenga, coisa ruim

Tu sabes o que deve ser e o que é

Mas o tempo passou e até

a mágoa levou, deixando-me assim

 

Sinto que tudo parado ficou

Minto-me, e dói-me

Olho pelo ombro e retraio-me

O tempo não parou...

 

Eu sai daí

E para sempre parti

 

 

10
Mai15

Corro

Sara Oriana

Eu Corro,

Como se a minha vida dependesse disso

Eu luto por Respirar,

Porque é como se me faltasse o ar

E continuo,

Continuo e 

Continuo

Sem parar,

Sem respirar,

Sem daqui sair

 

E Choro,

Sem saber,

Sem perceber,

o porquê.

 

Fico louca,

Como pode?

Este Coração,

Amar assim,

Perder-se assim,

Quebrar-se assim

e tornar-se em dois...

 

Como posso

eu viver

não

ao mesmo tempo?

 

Como posso

amar

e estar

partida

ao mesmo tempo?

 

E corro,

corro,

fujo,

de mim,

de ti, 

dele

 

não

sei

quem

sou...

 

03
Jun14

Poeira

Sara Oriana

O mundo agarrou em mim despedaçou-me

O sol queimou todos os pedaços

A água lavou a cinza que o sol deixou

O vento ensinou-me a voar

E a terra acolheu-me no seu regaço

 

Mas nem mesmo ai existe descanso

O ciclo repete-se, até que a tontura vença

E mesmo assim, continua até que pereça

 

Digo-me já ter sido feita em tantos pedaços 

Que mais nada sou que areia

 

Mas o que me custa mais é o que poderia ser

O que custa mais é que nada é meu e nada posso ter

Tudo perco e tudo vou perder

 

E de areia passo a pó e de pó passo a poeira, 

E assim continua até ficar sólida de novo, se a isso chegar

e a poeira volto, desesperada e a chorar

 

06
Mar14

Ironia

Sara Oriana

Tu és a brisa fresca no meio do deserto

Um sopro de esperança no meio da dor

Não desapareças e me deixes aqui

 

Estives-te aqui só por um momento

e trouxes-te-me da paz o sabor

Não me deixes aqui assim

 

Perdida no negro da minha alma

A lidar com uma realidade amarga

 

Eu sei que tenho que ficar

Mas não quero

Eu sei que também não me podes amar

Mas mesmo assim espero

 

Ironia dizias tu... E digo ...Ironia

Ironia porque nada é mais do que foi

Nada vai ser mais do que é

 

E eu aqui vou ficando, já lhes perdi a conta

E tu ai vais ficando, olhando a tua cota

 

Um dia talvez, dizem eles

Um dia talvez que esqueço o mundo

E nós partiremos para longe de tudo

De nós e dos nossos corações

 

Ou talvez se a sorte permitir

Tu vais-me dar o teu e aceitar o meu

E assim tudo virá e poderemos partir

Mas não sei o que me aguarda a sorte

Não sou capaz de acreditar em tuas palavras

A esperança é escaça em meu coração

E tu também não me acreditas

 

Ironia... mas talvez um dia...

 

 

 

 

28
Fev14

Deserto

Sara Oriana

O meu coração é como um deserto

Seco e quente, vazio

É isso que sinto verdadeiramente nada

Mas nada de bom nem nada de mau

Estou cansada de tanto sentir

Que tudo secou tudo morreu

 

Eu dei-to sabes? O meu coração

E tu deixas-te-o secar e morrer

Como foste capaz? Porquê?Porquê?!...

 

Tu nunca me deste o teu... fingias só que davas

Ou que ias dar, ou talvez nunca tenhas fingido

E eu é que acreditei em palavras vagas

Ou crenças por mim fabricadas

 

E entre as cinzas do meu deserto

Enquanto deambulo por ali adiante

Pergunto-me onde errei... onde e porquê?

 

Nunca me amas-te? nunca me quiseste?

Tanto tempo, e porquê?

E lembro-me de tempos em que por mim tudo farias

E lembro-me das brincadeiras e das loucuras

E morro, morro mais um bocadinho

 

 

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