Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Tu és a brisa fresca no meio do deserto

Um sopro de esperança no meio da dor

Não desapareças e me deixes aqui

 

Estives-te aqui só por um momento

e trouxes-te-me da paz o sabor

Não me deixes aqui assim

 

Perdida no negro da minha alma

A lidar com uma realidade amarga

 

Eu sei que tenho que ficar

Mas não quero

Eu sei que também não me podes amar

Mas mesmo assim espero

 

Ironia dizias tu... E digo ...Ironia

Ironia porque nada é mais do que foi

Nada vai ser mais do que é

 

E eu aqui vou ficando, já lhes perdi a conta

E tu ai vais ficando, olhando a tua cota

 

Um dia talvez, dizem eles

Um dia talvez que esqueço o mundo

E nós partiremos para longe de tudo

De nós e dos nossos corações

 

Ou talvez se a sorte permitir

Tu vais-me dar o teu e aceitar o meu

E assim tudo virá e poderemos partir

Mas não sei o que me aguarda a sorte

Não sou capaz de acreditar em tuas palavras

A esperança é escaça em meu coração

E tu também não me acreditas

 

Ironia... mas talvez um dia...

 

 

 

 

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publicado por Sara Oriana às 03:04
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Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

O meu coração é como um deserto

Seco e quente, vazio

É isso que sinto verdadeiramente nada

Mas nada de bom nem nada de mau

Estou cansada de tanto sentir

Que tudo secou tudo morreu

 

Eu dei-to sabes? O meu coração

E tu deixas-te-o secar e morrer

Como foste capaz? Porquê?Porquê?!...

 

Tu nunca me deste o teu... fingias só que davas

Ou que ias dar, ou talvez nunca tenhas fingido

E eu e que acreditem em palavras vagas

Ou crenças por mim fabricadas

 

E entre as cinzas do meu deserto

Enquanto deambulo por ali adiante

Pergunto-me onde errei... onde e porquê?

 

Nunca me amas-te? nunca me quiseste?

Tanto tempo, e porquê?

E lembro-me de tempos em que por mim tudo farias

E lembro-me das brincadeiras e das loucuras

E morro, morro mais um bocadinho

 

 

publicado por Sara Oriana às 02:26
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Rancor é pouco para descrever isto

Raiva é talvez aquilo que mais sinto

Mas não sei bem do que nem de quem

Não sei se é de mim por te deixar andar

Não sei se é de ti por pouco te importar

Não sei se é do destino que me levou a ti

Não sei se é de mim que me menti

 

E depois de acordar de todas as ilusões

O mundo parece-me estranho mas familiar

O pior é que nunca ouve nem ha discussões

Porque o que mais queria era gritar

 

Gritar porque sim, gritar sem razão

Até deixar de sentir esta agonia e esta desilusão

publicado por Sara Oriana às 02:19
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Gostava de poder descrever o que sinto

Mas tudo é tanto e muito mais

Parece que não tenho nenhum sentimento

Mas há uma agonia que me toma o peito

Leve como uma brisa, mas constante

 

Não lhe sei o nome, nem de onde vem

E faltam-me as palavras para este tormento

Talvez seja o que chamam saudade

Talvez seja o que chamam de sentimento

Talvez seja somente o tentar sentir

Tal vez seja eu a tentar estar pior que estou

 

Ou talvez estou tão no chão e tão habituada

Que nem sei que estou no chão, 

E nem me lembro o que é andar.

publicado por Sara Oriana às 02:08
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Eu sou como a Primavera

Desabrocho no meio do inverno

Arrefeço a neve e aqueço as folhas

Sou um coração aberto e doce

 

E o mundo que teima em ser Inverno

Eu temo em ser Primavera

Mas é um trabalho duro, sabem?

Lutar por um mundo que insiste

Em ser mais frio e negro que o inverno

 

Mesmo sendo primavera,

Sou somente uma pequena Primavera

Uma luz no breu, Um coração doce

E as gentes do inverno,

Teimam que sou Outono

Mas eu digo, não não, sou Primavera

publicado por Sara Oriana às 21:11
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Domingo, 25 de Novembro de 2012

Hoje Não quero saber, simplesmente

Estou Feliz, estou feliz porque percebi

Finalmente, Que não quero saber

Estou farta de tudo o que sinto e senti

Do que vejo e do que não vejo

 

Hoje estou feliz, porque percebi

Percebi que enquanto existir um sorriso

Terei certamente tudo o que preciso

Um coração quente porque sorri

Outro porque alguém lhe sorriu

 

Estou farta de lamentar as minhas desgraças

e de me esquecer de todas as outras coisas

 

Haverá sempre maus pedaços, e confusões

Haverá sempre más pessoas e corrupções

Mas também haverá boas pessoas e amores

E vidas e ajuda e abraços beijos e flores

Haverá sempre trabalho acabado e por fazer

 

Por isso, desculpem, mas não quero saber

Ajudarei quem poder ajudar irei sorrir

Irei dar o que tenho de melhor, por isso

Deixem-me sonhar viver e rir

 

Hoje não me preocuparei mais 

Com problemas com solução...

publicado por Sara Oriana às 01:38
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Sábado, 17 de Novembro de 2012

Porque gosto eu tanto de filmes tristes

Ou mesmo de romances?

De amores terríveis e belos

De pedaços de vida, de retalhos?

 

Porque amo eu histórias perdidas?

Amores que nunca iram durar?

Porque dou eu tudo por coisas

Que mais tarde ou mais cedo vou deixar?

 

A minha procura incessante,

Pela história, aquela que vou repetir

Que vezes sem conta irei repetir...

Coração itinerante, este o meu

 

Nunca se cansa nem irá cansar

Vive tanto de rir quanto de chorar

E no fim será para sempre o único

Que me ira beijar boa noite

E acompanhar-me até a minha morte

 

publicado por Sara Oriana às 20:05
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012

Falta-me poetas e inspirações

O tempo faz-me sentir vazia

O mundo arde em emoções

E eu aqui fico, pasma e esquecida

 

Já não me revolto, não por falta de razões

Mas por razões a mais

Os altos perdem-se em perdões

Os baixos perdem as razões

 

Eu paro olho e calo, e eu que aclamava

O meu silencio, apesar de tudo não diz nada

Apenas observo, oiço as palavras soltas

E eu, a revoltada, fico pasmada

 

Anos de gente cega, e agora

Gente cega com a mania que vê

Preferia os zombies, aos agentes da revolta

Tal qual marionetas, o resto já se prevê

 

Que Deus nos salve do que está para vir

Heróis neste mundo, têm dois nomes

A memória partiu, fruto dos interesses

E eu que relembro, vejo tudo a cair

 

Nós já tivemos vários D. Sebastiões

Heróis da morte ou da cegueira

Quem tanto procura no meio do nevoeiro

Acaba por nem ver quem aclama com tanta fervura...

 

 

publicado por Sara Oriana às 00:08
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Domingo, 1 de Julho de 2012

Esta noite podes dormir, meu pequeno

Hoje guardarei o teu sono, podes sonhar

Podes descansar por fim, vim para ficar

Até ao dia que me digas para não vir

Afagar-te-ei o cabelo, sussurrarte-ei

Acompanhar-te-ei durante esta noite

Para te dar força nos pesadelos

Para partilhar contigo os sonhos

Para te esperar quando caíres,

Para te animar quando desistires

Nada te pedirei em troca, nada

Confiarei em ti, e no teu tempo

E confiarei em mim, e em nós

Hoje embalo-te, e espero ficar para sempre

publicado por Sara Oriana às 23:40
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Hoje queria sunsurrar-te ao ouvido

Mimar-te no meu regaço, ser o teu abrigo

Como um dia fui, antes de tudo,

Quando o meu amor era inocente

Quando tudo fazia sentido

 

Mas hoje esbanjo-me no meu egoísmo

Era eu e mais eu, constantemente

Nado no desespero, na culpa, no abismo

Como consegui transformar algo tão bom

Tão puro, no mais atroz egocentrismo

 

Nesses tempos viajava nos sonhos

Para te acarinhar e acalmar, estava ali

Depois estava ali porque querias que estivesses aqui

Quão sedenta de tudo, quão faminta estava

Devorei-te até ao âmago, e nem vi

Nem vi nada, meu pequeno, nada

 

Não te pedirei desculpas, porque será pior

Ultimamente, é somente o que sei fazer

E tu não mereces ter que suportar mais esta dor

Mas gostava de voltar aqueles dias

Ou voltar aquele sentimento estonteante

E mais uma vez, viajar nos sonhos

E sussurrar-te que te amo, e guardar-te o sono

Mais uma vez, e desta vez para todo o sempre

 

 

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publicado por Sara Oriana às 23:11
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goste disso porque e isso qui se passa comigo
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Não sou de comentar em blogs... sou pianista...AME...
Olá!Meu nome é Eduardo Corrêa e sou escritor. Escr...
gostei muito do seu poema, achei muito criativo e ...
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