Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Rebelo-me no mar das memorias que me arrasta,

Que me controla, admito, perco-me em rodeios

Deixo-me governar por caprichos e maus hábitos

E sangro, sangro de tal maneira que tudo se afasta

 

E assim fico sangrando eternamente, sem nada

E lágrimas, milhares de lágrimas por soltar presas há muito em mim

E aqui jazo, vivendo de alguma forma, encarando o fim

Não quero ver nem sentir nem me encontro conformada

 

Apenas morro aos poucos, aprendendo finalmente a viver

Mas parece que é tudo tarde demais, e tudo vou perder

E recinto-o, como o recinto... mas é como se tudo isto fosse suposto

Algo de bom não pode nascer do ermo do abismo....

 

Mas nasceu como nasceu e é e foi tão bom, mas tão errado

Errado para o mundo errado para mim errado para nós

Errado para quem quis que o fosse, errado e amaldiçoado

E eu que julguei ser mais forte que as forças do mundo

 

Fui arrastada na lama deste, e vi finalmente

Vi o meu Eu, esquecido á muito por mim mesma

E vi o que estava errado, e vi o fim...

 

 

 

 

 

publicado por Sara Oriana às 16:54
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

Sou barca perdida no mar, sem me deixar levar

Mas sem controle para onde quer que possa ir

Estou parada a olhar, á espera de um sinal

Mas não há estrelas e o sol está tapado pelo mar

Não aparece ninguém nada, e daqui não sei sair...

publicado por Sara Oriana às 00:00
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Sábado, 2 de Julho de 2011

Sou pequenina, sou criancinha a correr para o mar

Sem medos, somente curiosidade e sede de ondas

Ele não me leva, não me mata, não me transforma

Acarinha-me encontra-me e salva-me...

 

 

publicado por Sara Oriana às 17:26
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Abraça-me, digo eu para mim, abraça-me

Tu olhas-me com esses teus olhos profundos

Ris-te fazes de tudo para m rir, acarinhas-me

Sem me tocar, Sem nada somente com gestos

 

Acalmas-me somente com palavras doces

Apagas-me todas as coisas mas, todas as dores

E eu olho-te com olhos de criança curiosa

E absorvo tudo, e não sei como dar em troca

 

Gostava de curar esse coração partido

Gostava de te curar todas as feridas

E tento, mas temo o resto do mundo

Que estraguem esta paz, estes dias

 

E de ti só quero mais uma coisa, abraça-me

Só isso, é tudo, nada te posso mais pedir

Mas a minha timidez e medo, agarram-me

E tenho tanto medo de tudo isto sentir

 

Quero-te levar sempre comigo, falar, rir, sonhar

Contigo sou criança inocente e curiosa, Contigo

Sou carinho amor e doçura, sou um simples olhar

Abraça-me e deixa-te ficar assim comigo

 

 

 

 

publicado por Sara Oriana às 21:52
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Deixem-me ser a brisa que passa,

Deixem-me voar no meu mundo

Deixem-me sonhar na minha alma

Deixem-me consumir tudo

 

Deixem soar o silencio no ar

Deixem que me perca uma vez

Deixem a tempestade soar

Deixem que eu a sinta de vez

 

Deixem-me mas...

 

Desagarrem-me antes do mundo

Desagarrem-me da gente

Desagarrem-me do que é terreno

Desagarrem-me do existente

 

Desagarrem as folhas na chuva

Desagarrem a matéria de mim

Desagarrem o medo da bruma

Desagarrem tudo por fim

 

Desagarrem-me mas...

publicado por Sara Oriana às 23:24
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

O mundo perde-se em inimigos comuns

O ter de salvar os pobres dos banqueiros

Ficção cientifica ou jornais e noticias

E eu que repugno e as sei mentiras

Sou jovem, por isso não me ouçam

 

Eu leio e vejo o tóxico e estupidificado

Mundo, esse tão calmo e conformado

Pobre da retórica que já está tão usada

Que nenhuma alma a compreende

Digo-o porque sou uma jovem demente

 

E dessas palavras complicadas mas comuns

Não ouço nada, ou de conteúdo não há nada

Mas haja pedras debaixo dos nossos pés

Mas dessas não se ouve palavra, só dos cravos

Jovem revolucionaria, anarquista, xoné

 

Descrê-se pessoas com palavras desconhecidas

Inventam-se outras, porque somos grandes artistas

Em vez de pedras, cantigas e cartazes nas mãos

Ser-se civilizado com gente merdosa e astuta

Mas ela é só uma jovem louca...tadita...

 

E eu pergunto-vos grandiosos portugueses

Nos seus belos corcéis alugados, quem sois vós?

Porque chafurdais, e de baixo olhais a merda?

publicado por Sara Oriana às 20:38
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

O mundo pede-me que me deixe levar

Que entre na rotina, Que me deixe entusiasmar

Pede-me coisas reversas e controversas

E eu vou-me perdendo na minha insanidade

 

E algo me sunsurra, corre, luta, vive

Mas como serei eu capaz de viver

Se viverei no meio de tanta gente morta?

 

Algo me sunsurra ainda, Tu és capaz

Mas eu não oiço não por não querer

Nem por não saber, mas porque estou farta

 

Quero realmente deixar-me levar, lutar

Sonhar mais alto que o resto do mundo

Quero mudar, ser eu a viver, a sentir

Mas sonho tanto, que fico a dormir

 

Berro a Deus, aos Anjos, e nada

Sinto-me acabada cobarde, quero mudar

Mas na minha cobardia minto e digo k não sei como

Ou prometo que o vou fazer aos poucos

E nada, Ando aqui que nem uma condenada

Pequena de mim, e de nós que aos outros apontamos

E nem ao espelho somos capazes de nos olhar

publicado por Sara Oriana às 01:05
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Relações amorosas... não passam de danças

Danças que nos envolvem, que nos tomam

Que nos agarram e nos enchem de esperanças

E que nos fazem parar e dizer " mais não"

 

É nas pausas da melodia que reparamos

Quando as pessoas se olham finalmente

Que esse não é um sim para sempre

Uma doença, uma melodia mais intensa

 

Dança dos loucos esta, uma que magoa

Mas que nos deixa sempre sorridentes

uma em que magoamos, sendo perdoados

A razão abandona-nos, voltando à infância

 

Uma que nos faz prometer sem cumprir

Uma que nos faz pedir promessas dessas

Que nos acaricia, e que nos manda ao chão

Que nos agarra e nos perde, sem nos partir

 

E nós humanos, adoramos mentiras destas

Verdades com dois lados, um coração nas mãos

Enrolamo-nos e criamos uma vida assim

Cheia de vivencias, de altos e baixos

 

Berros e carícias, sonhos e saídas... enfim

Amantes, esses que os poetas viam como anjos

Esses que os escritores almejavam ser por fim

Esta a perfeição imperfeita dos humanos

 

Essa que se assim não fosse, nada seria

Seria simplesmente uma triste àgua parada

Por isso deixem-me dançar, até não haver mais nada

Deixem-me até que morra, até que nada sobre, até que fique parada.

publicado por Sara Oriana às 04:59
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Domingo, 5 de Setembro de 2010

O mar, calmo e sereno chama-me

Canta-me nesta noite de Verão

Diz-me para ir, regalar-me nele

para mergulhar e acompanha-lo na canção

 

Sentir a paz, a calma, o deleite

Sentir a água fria no meu corpo nu

Somente ver os brilho da lua na água

E a civilização lá longe

 

Unir-me ao que é puro

Embalada e protegida pelo escuro

Deixar que a água leve tudo

Ser somente nada

 

O frio da agua a acarinhar-me

Como que a uma velha amiga

Uma amante, uma amante esquecida

Embalar-me, e dizer-me

Acabou, minha querida, agora descansa

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publicado por Sara Oriana às 01:18
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Sábado, 26 de Junho de 2010

As páginas brancas assombram-me terrivelmente

Os espaços vazios, estou doente, doente em mim

A minha coerência perdeu-se na minha mente

Eu em breve serei nada, e passarei bem assim

 

O que é e o que deixa de ser fica turvo para mim

Doem-me as dores que em mim fiz, as palavras

Essas gravadas em mim, Não sou capaz, por fim

Tomam conta do que sou, eu deixo-me levar por elas

 

Não me sinto frustrada, não me sinto perdida

Sinto-me viva, ou a viver, estou calma e serena

Obrigada a existir como nunca antes, sou nada

 

Pessoas como eu não vivem nem existem

Nem andam nem são nada, observam

Mas eu estou cansada, e sinto-me sega.

publicado por Sara Oriana às 00:37
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sem problemas ^^
Olá!Utilizei este magnifico poema para um trabalho...
Gostei
Eu adoro estes poemas, pena eu não saber escrever ...
por mim não ha problema.bjinho e obrigada
Olá! Adorei este poema, e gostava muito de o usar ...
Parabéns pelo belissimo espaço que tem aqui.Gostar...
Oiee Sara... Vi que seus poemas falam muito de sen...
Olá Sara.Gostei muito dos seus textos, parabéns......
Estive a ler os teus poemas, gostei muito, escreve...
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