Domingo, 13 de Maio de 2012

Desculpa, desculpa pela minha melancolia

Pelos altos e baixos, pelas minhas birras

Desculpa-me pelas preocupações

Pelos dias bons que se tornam maus,

Pelas conversas, pelos choros

 

Mas eu sou assim...

 

Desculpa não te ouvir, as vezes

De achar que estou sempre certa

E que sou dona de mim mesma

Desculpa-me as palavras venenosas

que te magoam e afastam

 

Mas eu sou assim...

 

Desculpa-me mas serei sempre assim

Posso pensar posso tentar reflectir

Posso tentar não te magoar, e ate conseguir

Mas haverá sempre um momento

Momento esse que vou gritar e chorar

Que vou apontar o dedo e desabafar

 

Mas por muito magoada triste ou embirrativa

De ti só quero uma coisa, que me abraces e beijes

Que te lembres que é tudo saudades que é tudo birra

Que são tudo manias e criancices,

E que é tudo porque te amo

publicado por Sara Oriana às 00:32
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Domingo, 15 de Abril de 2012

Trinta faz o guardião, que não despertou

Trinta faz o guardião que irá despertar

Nessa noite em que o tempo é limpo

E que a energia reina em demasia no ar

Na noite de mais um dia ele despertará

E caminhará pela noite como o rei sol

Abençoará a terra como o rei sol

Purificará as pedras como o rei sol

Aprenderá e ensinará como  rei sol

Como seu filho, Desviado, que se encontrou

Na eterna linha do destino será abençoado por fim

E todo o karma será vivido e ensinado

Não haverá misericórdia, para o príncipe sol

Mas ele não percisará, porque cedo será capaz de ver

Cedo será capaz de arriscar e viver

Cedo encontrará o seu caminho

Cedo será guiado e ensinado pela Luz

Pela protecção e experiencia divina

 

E a filha da terra e da agua, seguir-lhe-á

porque esta somente despertará depois dele

Porque ele é a Sua energia, a Sua Força

Ele é o caminho que Lhe foi vedado

Ele Guarda o Selo que ela se impôs

Ele é o karma dela, as lições aprendidas e por aprender

Ela será livre finalmente, depois da ultima chave se abrir

Depois de ela ser, finalmente somente ela

E ele ser finalmente ele, e todas as teias e conexões

Se Quebrem por fim, Criando a Una

O filho do fogo e do ar, e a princesa da agua e da terra

Marcaram o inicio, o inicio do fim desta Era

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publicado por Sara Oriana às 21:18
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Eu queria que soubesses, e sei que até sabes

O quanto gosto de ti, e o quão me sinto bem

Quando não me calas ou não me abafas

Quando choras, o alivio que sinto

 

Porque sei, o quão evitas a tua humanidade

A tua vulnerabilidade, e digo-te

És mais forte quando o és,

És mais forte quando gritas de frustração

Em vez de ódio ou raiva ou indignação

És mais forte quando choras,

És mais forte quando abres essas portas

E o mundo entra e sai, e eu sinto-me completa

 

Porque eu sou quem tu amofas,

Eu sou por quem tu não choras,

Eu sou quem tu prendes, 

Eu, Eu sou a tua liberdade

Eu sou a tua humanidade

Eu sou sempre a esquecida, Consciência

 

 

publicado por Sara Oriana às 23:30
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

A ti que que nunca te escrevi...

Não sei porquê, talvez nunca tanto senti

Talvez as palavras traíram-me ou fugiram de mim

Talvez pensei que tudo já tinha sido dito

Talvez tive medo que visses, Talvez tive medo do fim

 

Talvez estava a espera das palavras certas

Talvez de uma obra prima,

Ou achei que a minha poesia não era digna

 

Mas não é desculpa, não é desculpa a minha poesia não ser digna

Ela é como eu, ela é simples, ela é sentida, ela é desarrumada

Ela é tanto doce como amarga, ela é o esboço do que poderia ser

Ela é sonhos e amores e desamores, ela é sentimentos,

Ela é incompleta e de alguém que não é poeta

Ela é confusa, ela não é pensada, nem reescrita

As vezes rima outras não, as vezes tem forma outras não

 

Mas acho que não, Sei que não

Nunca quis proferir as palavras porque doeria demais

Doeria demais não as ouvir de volta,

Nunca quis escrever por medo de sentir

Por medo de me perder, por medo de me esquecer

 

E tu, tu que lidas com este emaranhado de mim

E me acalmas e sem dizer nada dizes que está tudo bem

Que não vai acontecer nada que vai tudo correr bem

 

E no entanto eu não quero falar, não quero escrever

Não te quero dizer, nem te quero escrever

Somente falei de ti em poemas, escrevi-te antes de tudo

Mas depois, depois de te ter comigo, faltou-me a coragem

A coragem para me entregar, a coragem para te amar

 

Por isso hoje escrevo-te, somente para te dizer

Se ainda não for tarde demais, que te amo,

Que sou tua de uma maneira que nunca fui de ninguém

E que todas as vezes que ralhei foi por saudade

Todas... Incluindo as que bati o pé, e que virei costas

Todas as vezes que não disse o que sentia,

Era porque não queria que me visses fraca... que me visses humana

 

E por tudo isto peço desculpa, porque ninguém tem mais direito ás minhas palavras

Ninguém tem mais direito as minhas lágrimas e as minhas gargalhadas

Ninguém tem mais direito ao meu coração, e de ver a minha alma

Ninguém

 

 

 

 

 

 

publicado por Sara Oriana às 20:45
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Rebelo-me no mar das memorias que me arrasta,

Que me controla, admito, perco-me em rodeios

Deixo-me governar por caprichos e maus hábitos

E sangro, sangro de tal maneira que tudo se afasta

 

E assim fico sangrando eternamente, sem nada

E lágrimas, milhares de lágrimas por soltar presas há muito em mim

E aqui jazo, vivendo de alguma forma, encarando o fim

Não quero ver nem sentir nem me encontro conformada

 

Apenas morro aos poucos, aprendendo finalmente a viver

Mas parece que é tudo tarde demais, e tudo vou perder

E recinto-o, como o recinto... mas é como se tudo isto fosse suposto

Algo de bom não pode nascer do ermo do abismo....

 

Mas nasceu como nasceu e é e foi tão bom, mas tão errado

Errado para o mundo errado para mim errado para nós

Errado para quem quis que o fosse, errado e amaldiçoado

E eu que julguei ser mais forte que as forças do mundo

 

Fui arrastada na lama deste, e vi finalmente

Vi o meu Eu, esquecido á muito por mim mesma

E vi o que estava errado, e vi o fim...

 

 

 

 

 

publicado por Sara Oriana às 16:54
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

Sou barca perdida no mar, sem me deixar levar

Mas sem controle para onde quer que possa ir

Estou parada a olhar, á espera de um sinal

Mas não há estrelas e o sol está tapado pelo mar

Não aparece ninguém nada, e daqui não sei sair...

publicado por Sara Oriana às 00:00
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Sábado, 2 de Julho de 2011

Sou pequenina, sou criancinha a correr para o mar

Sem medos, somente curiosidade e sede de ondas

Ele não me leva, não me mata, não me transforma

Acarinha-me encontra-me e salva-me...

 

 

publicado por Sara Oriana às 17:26
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Abraça-me, digo eu para mim, abraça-me

Tu olhas-me com esses teus olhos profundos

Ris-te fazes de tudo para m rir, acarinhas-me

Sem me tocar, Sem nada somente com gestos

 

Acalmas-me somente com palavras doces

Apagas-me todas as coisas mas, todas as dores

E eu olho-te com olhos de criança curiosa

E absorvo tudo, e não sei como dar em troca

 

Gostava de curar esse coração partido

Gostava de te curar todas as feridas

E tento, mas temo o resto do mundo

Que estraguem esta paz, estes dias

 

E de ti só quero mais uma coisa, abraça-me

Só isso, é tudo, nada te posso mais pedir

Mas a minha timidez e medo, agarram-me

E tenho tanto medo de tudo isto sentir

 

Quero-te levar sempre comigo, falar, rir, sonhar

Contigo sou criança inocente e curiosa, Contigo

Sou carinho amor e doçura, sou um simples olhar

Abraça-me e deixa-te ficar assim comigo

 

 

 

 

publicado por Sara Oriana às 21:52
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Deixem-me ser a brisa que passa,

Deixem-me voar no meu mundo

Deixem-me sonhar na minha alma

Deixem-me consumir tudo

 

Deixem soar o silencio no ar

Deixem que me perca uma vez

Deixem a tempestade soar

Deixem que eu a sinta de vez

 

Deixem-me mas...

 

Desagarrem-me antes do mundo

Desagarrem-me da gente

Desagarrem-me do que é terreno

Desagarrem-me do existente

 

Desagarrem as folhas na chuva

Desagarrem a matéria de mim

Desagarrem o medo da bruma

Desagarrem tudo por fim

 

Desagarrem-me mas...

publicado por Sara Oriana às 23:24
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

O mundo perde-se em inimigos comuns

O ter de salvar os pobres dos banqueiros

Ficção cientifica ou jornais e noticias

E eu que repugno e as sei mentiras

Sou jovem, por isso não me ouçam

 

Eu leio e vejo o tóxico e estupidificado

Mundo, esse tão calmo e conformado

Pobre da retórica que já está tão usada

Que nenhuma alma a compreende

Digo-o porque sou uma jovem demente

 

E dessas palavras complicadas mas comuns

Não ouço nada, ou de conteúdo não há nada

Mas haja pedras debaixo dos nossos pés

Mas dessas não se ouve palavra, só dos cravos

Jovem revolucionaria, anarquista, xoné

 

Descrê-se pessoas com palavras desconhecidas

Inventam-se outras, porque somos grandes artistas

Em vez de pedras, cantigas e cartazes nas mãos

Ser-se civilizado com gente merdosa e astuta

Mas ela é só uma jovem louca...tadita...

 

E eu pergunto-vos grandiosos portugueses

Nos seus belos corcéis alugados, quem sois vós?

Porque chafurdais, e de baixo olhais a merda?

publicado por Sara Oriana às 20:38
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Não há problema nenhum, só gostava de ver o trabal...
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Olá! Adorei este poema, e gostava muito de o usar ...
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